Como o sono e a diabetes estão diretamente ligados?

Especialista no sono aponta que a diabetes pode ser tanto a causa de insônia, como também potencializada pelo distúrbio do sono


São Paulo, junho de 2022 — O Dia Nacional do Diabetes, celebrado no dia 26 de junho, tem como objetivo conscientizar a população do cuidado com a doença. A diabetes é uma condição que afeta mais de 15 milhões de brasileiros, segundo os dados mais recentes, divulgados pela Federação Internacional de Diabetes. São diversas as consequências que a doença pode causar no indivíduo e a Vigilantes do Sono alerta para problemas no sono como um dos efeitos.


Isso porque a diabetes e o sono estão diretamente ligados. A hiperglicemia, alto nível de açúcar no sangue, tem como um dos seus efeitos a sensação de cansaço excessivo, que pode se associar a muita sonolência. Entretanto, é possível que esta seja uma consequência de um sono de má qualidade, uma vez que a hiperglicemia também causa sede excessiva e um aumento na frequência urinária, o que por sua vez pode provocar uma fragmentação no sono, tornando-o instável.


Neste caso, não tratar o diabetes ou cuidar da alimentação e dos hábitos, pode desencadear uma série de problemas rotineiros no sono, entre eles a insônia. Para a psicóloga e especialista no assunto, Dra. Laura Castro, quando há indícios de um sono irregular e instável, a sirene já toca. “Quanto mais cedo se trata problemas com o sono melhor, pois seu efeito prejudicial pode ser cumulativo. Abordagens precoces aumentam as chances de prevenção de distúrbios mais graves e reduzem o risco de outras doenças comumente relacionadas à diabetes, como as doenças renais e as cardiovasculares. Não podemos normalizar noites ruins de sono. O corpo precisa do descanso efetivo para funcionar adequadamente. Por isso, quando se tem inconsistência no sono é recomendável que se faça uma investigação para, com o tratamento adequado, achar uma solução”, aponta a especialista, que também é sócia-fundadora da Vigilantes do Sono.


Como a insônia pode potencializar a diabetes?


Embora a diabetes possa causar más noites de sono, o diagnóstico de insônia, por sua vez, exige mais cuidado. Isso porque a insônia se caracteriza por uma recorrência ou persistência dos sintomas de dificuldades para se iniciar e/ou manter o sono, levando a prejuízos para o funcionamento diurno.


“Quando se tem insônia, precisamos estar atentos às consequências. Isso porque o distúrbio do sono causa estresse e alterações cognitivas e de humor, o que às vezes passa despercebido no dia a dia e só quando o efeito já está acumulado e com consequências mais drásticas que se vai realmente notar. É uma máxima recorrente na prática em psicologia do sono ouvirmos de pacientes que ficaram anos tratando uma depressão e que no fundo descobrem que era insônia, ou uma apneia. O estresse e o nervosismo também diminuem a ação da insulina, que é diretamente responsável por controlar os níveis de glicose no sangue, algo determinante no diagnóstico de diabetes”, explica.
 

Embora existam diversas causas para a insônia, o tratamento por meio da mudança de hábitos e comportamentos é mais eficaz do que o uso de medicamentos. Além de que os medicamentos para insônia podem gerar dependência física e psicológica, e se transformar em um quadro muito mais difícil de tratar, quando não são manejados adequadamente . “A Terapia Cognitivo-Comportamental para insônia (TCC-I) é hoje considerada a melhor intervenção para o combate do distúrbio. Às vezes ela precisa ser combinada a um processo de psicoterapia ou mesmo ao uso de medicamentos, intervenções que se complementam para facilitar a adaptação e recuperação em casos mais graves. Mas, são já mais de 40 anos de evidências científicas demonstrando que é principalmente por meio da restrição do sono e do controle de estímulos que a TCCi atinge sua finalidade em reverter quadros de insônia. Trata-se de uma terapia que ensina métodos e práticas que promovem mudanças em relação à percepção das consequências da falta de sono no funcionamento diurno”, ressalta Laura.
 

Sobre a Vigilantes do Sono
Com pouco mais de dois anos de atuação, a Vigilantes do Sono rompeu as barreiras de acesso ao tratamento padrão ouro para a insônia e auxilia pacientes e profissionais de saúde na condução da TCC-I (Terapia Cognitivo-Comportamental para Insônia). É hoje o maior aplicativo de sono do Brasil e foi eleita a melhor startup de saúde do maior programa de aceleração da América Latina, a Inovativa. A empresa nasceu do sonho de seus fundadores, Lucas Baraças, Guilherme Hashioka e Laura Castro de ajudar as pessoas a dormirem melhor através de uma solução saudável, sustentável e acessível. Mais informações no site.

Por: Seven PR / Foto Ilustrativa: Freepik

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