OLHAR SOBRE A MATERNIDADE DE MULHERES COM DEFICIÊNCIA VISUAL: UMA REVISÃO INTEGRATIVA

A VIEW OF MOTHERHOOD AMONG WOMEN WITH VISUAL IMPAIRMENT: AN INTEGRATIVE REVIEW

UNA MIRADA A LA MATERNIDAD PARA MUJERES CON DISCAPACIDAD VISUAL: UNA REVISIÓN INTEGRADORA

Tipo de artigo: Revisão Integrativa

Autoras

Luciana dos Santos Viana

Acadêmica de Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, RJ, Brasil

Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4115-1676

Thaynara Cristine Rosa da Silva

Acadêmica de Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, RJ, Brasil

Orcid: https://orcid.org/0009-0007-5692-376X

Beatriz Castardo Cristal

Acadêmica de Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, RJ, Brasil

Orcid: https://orcid.org/0009-0005-0710-4499

Camila Alves

Acadêmica de Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, RJ, Brasil

Orcid: https://orcid.org/0009-0005-3429-5366

Talita Pratti

Acadêmica de Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, RJ, Brasil

Orcid: https://orcid.org/0009-0001-1370-4715

Karla Santa Cruz Coelho

Doutora em Saúde Coletiva. Docente no Departamento de Saúde Coletiva, Saúde Mental e Saúde da Família da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, RJ, Brasil

Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4943-4814

Uliana Pontes

Doutora em Educação, Gestão e Difusão em Biociências. Docente no Departamento de Saúde Coletiva, Saúde Mental e Saúde da Família da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, RJ, Brasil

Orcid: https://orcid.org/0000-0001-8035-3831

Correspondência 

Luciana dos Santos Viana

lucianadsviana23@gmail.com

(92) 98188-3421

RESUMO

Objetivo: descrever os desafios enfrentados por mulheres com deficiência visual durante a maternidade e o papel das tecnologias assistivas no apoio ao cuidado maternal. Método: A revisão integrativa foi realizada entre 2024 e 2025, utilizando bases como PUBMED, SciELO, LILACS, BVS e dados do Ministério da Saúde. Resultados: Dos 1.152 artigos encontrados, 18 foram selecionados para análise. Os resultados revelam barreiras persistentes, falta de informação e deficiências nos serviços de saúde. Conclusão: O estudo destaca a importância de ampliar o acesso a tecnologias assistivas e capacitar profissionais para promover cuidado inclusivo. Também aponta a necessidade de ações de saúde pública que garantam acessibilidade e apoio adequados em sexualidade, reprodução e maternidade, assegurando direitos e qualidade de vida para essas mulheres.

DESCRITORES: Cuidado Pré-Natal; Gestação; Cuidado Pós-Natal; Tecnologia Assistiva; Inclusão Social.

ABSTRACT

Objective: To describe the challenges faced by women with visual impairment during motherhood and the role of assistive technologies in supporting maternal care. Method: This integrative review was conducted between 2024 and 2025, using databases such as PUBMED, SciELO, LILACS, BVS, and data from the Ministry of Health. Results: Of the 1,152 articles found, 18 were selected for analysis. The results reveal persistent barriers, lack of information, and deficiencies in health services. Conclusion: The study highlights the importance of expanding access to assistive technologies and training professionals to promote inclusive care. It also highlights the need for public health actions that guarantee accessibility and adequate support in sexuality, reproduction, and motherhood, ensuring rights and quality of life for these women.

DESCRIPTORS: Prenatal Care; Pregnancy; Postnatal Care; Assistive Technology; Social Inclusion.

RESUMEN

Objetivo: Describir los desafíos que enfrentan las mujeres con discapacidad visual durante la maternidad y el papel de las tecnologías de asistencia en el apoyo a la atención materna. Método: Esta revisión integrativa se realizó entre 2024 y 2025, utilizando bases de datos como PUBMED, SciELO, LILACS, BVS y datos del Ministerio de Salud. Resultados: De los 1.152 artículos encontrados, 18 fueron seleccionados para su análisis. Los resultados revelan barreras persistentes, falta de información y deficiencias en los servicios de salud. Conclusión: El estudio destaca la importancia de ampliar el acceso a las tecnologías de asistencia y capacitar a los profesionales para promover la atención inclusiva. También destaca la necesidad de acciones de salud pública que garanticen la accesibilidad y el apoyo adecuado en sexualidad, reproducción y maternidad, asegurando los derechos y la calidad de vida de estas mujeres.

DESCRIPTORES: Atención Prenatal; Embarazo; Atención Postnatal; Tecnología de Asistencia; Inclusión Social.

INTRODUÇÃO

A gravidez promove diversas alterações no corpo da mulher e na dinâmica familiar, gerando sentimentos contraditórios e exigindo preparação para a chegada do bebê (1). Mulheres com deficiência visual enfrentam desafios adicionais, como acesso limitado a informações sobre saúde reprodutiva e a necessidade de adaptar o lar para cuidar do recém-nascido e de si mesmas durante esse período (2).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) define a deficiência visual como uma condição ocular que compromete uma ou mais funções do sistema visual, podendo resultar em perda total ou parcial da visão. Essa condição pode ser congênita ou adquirida ao longo da vida. De acordo com a International Statistical Classification of Diseases, Injuries and Causes of Death, 11th revision, a deficiência visual (CID 9D90) é classificada em cinco categorias com base na acuidade visual: leve, moderada, grave, cegueira e deficiência visual próxima. No entanto, na prática clínica, outros critérios também devem ser considerados, como o campo visual, a sensibilidade a contrastes e a percepção de cores. Ainda segundo a OMS, a cegueira refere-se a indivíduos com pouca ou nenhuma visão residual, que dependem de habilidades compensatórias, como o uso de bengalas, a leitura em braille ou o auxílio de cães-guia. As demais categorias podem ser classificadas como baixa visão, embora os critérios diagnósticos possam variar entre os níveis de leve a grave (3).

Mães com deficiência visual vivenciam situações capacitistas por familiares, conhecidos e profissionais de saúde, que questionam sua capacidade de cuidar do filho, alegando preocupação com o bem-estar da criança. Essa estigmatização pode comprometer o vínculo entre mãe e bebê (4). O capacitismo, forma de discriminação contra Pessoas com Deficiência (PcD), restringe sua autonomia e independência, e abrange barreiras de ordem arquitetônica, comunicacional, instrumental, programática e atitudinal, atitudes presentes em uma sociedade historicamente excludente (5).

A Lei Brasileira de Inclusão no 13.146 de 2015 garante tecnologias assistivas – produtos, equipamentos, dispositivos, recursos, metodologias, estratégias, práticas e serviços – para promover independência e qualidade de vida a pessoas com deficiência. Para mães com deficiência visual, exemplos incluem softwares de leitura de tela em smartphones e cartilhas em braile sobre gestação e maternidade (5). Dessa forma, o objetivo deste trabalho foi buscar evidências para descrever os desafios e dificuldades de mulheres com deficiência visual durante a maternidade e o uso de tecnologias assistivas nesses contextos.

MÉTODO

Esta revisão integrativa foi orientada pela seguinte questão norteadora: “Quais são os desafios e dificuldades enfrentados por mulheres com deficiência visual no contexto da maternidade?”. Para respondê-la, buscou-se artigos que abordassem a maternidade de mulheres com deficiência visual, desde a gestação até o pós-parto, incluindo o uso de tecnologias assistivas nessas situações. Foram incluídos artigos publicados nos últimos cinco anos, em português e inglês, com bases em títulos e resumos relevantes ao tema. Artigos fora do período estabelecido e/ou que não atenderam aos critérios de inclusão foram excluídos.

A busca foi realizada a partir de Descritores em Ciências da Saúde (DeCS) em português e inglês. Foram empregados os seguintes termos em português: gravidez, mulheres cegas, mulheres com baixa visão, pré-natal, saúde reprodutiva, mulheres cegas grávidas, maternidade, deficiência visual, pós-parto, amamentação, relações mãe-filho, pais cegos, nutrição, cegos, alimentação, tecnologia, cego e baixa visão, período gestacional, gestação, parto, pessoa com deficiência (PcD), tecnologia assistiva, complicações pós-cesarianas, deficiência visual congênita, deficiência visual adquirida e doenças relacionadas com deficiência visual adquirida. Os descritores em inglês foram: sexual healthy, self-help devices, pregnancy, blind and visually impaired woman, perinatal, sexual and reproductive education for blind woman, motherhood, impairment.

A busca foi realizada nas bases de dados PUBMED, Scientific Electronic Library Online (SCIELO), Literatura Latino-Americana em Ciências da Saúde (LILACS) e Biblioteca Virtual em Saúde (BVS), entre abril e junho de 2024 e fevereiro e março de 2025. Foram também consideradas publicações dos sites do Ministério da Saúde. Após triagem por títulos, resumos e leitura completa, os estudos elegíveis foram organizados com auxílio do Microsoft Excel.

RESULTADOS

Foram identificados 1.152 artigos a partir do cruzamento dos descritores nas bases de dados. Em conformidade com os critérios de inclusão e exclusão, 18 artigos foram selecionados para a revisão de literatura (Figura 1), cujas informações estão sintetizadas no Quadro 1. Para sistematização dos dados, os resultados foram organizados nos seguintes tópicos: gestação, parto e pós-parto.

Figura 1. Fluxograma de seleção dos estudos utilizados na revisão de literatura. Macaé, Rio de Janeiro, Brasil, 2025.

Fonte: Elaborado pelas autoras, 2025.

Quadro 1. Caracterização dos estudos utilizados na revisão de literatura. Macaé, Rio de Janeiro, Brasil, 2025.

ANO

AUTOR

TÍTULO

PRINCIPAIS CONSIDERAÇÕES

2020

Bezerra et al.

Acesso aos serviços de saúde por mães cegas: dos enfrentamentos aos ensinamentos

Pesquisa qualitativa realizada em Fortaleza/Ceará que buscou analisar a atenção básica de saúde oferecida a mães com deficiência visual. Coletou-se relatos de vinte mulheres e pode ser observado dificuldade na acessibilidade das unidades e do atendimento em saúde, além da falta de habilidades de profissionais de saúde para um atendimento personalizado a crianças filhos de mulheres cegas.

2020

Nicot et al.

Prenatal tactile three‐dimensional ultrasonography for visually impaired women

Estudo que buscou tornar mais inclusiva a maternidade de mulheres com deficiência visual através do uso de impressões em 3D de ultrassonografias fetais. Uma vez que se sabe que a percepção tátil de pessoas cegas é mais apurada, foi notório que o uso dessa tecnologia acessível tornou o momento da consulta médica emocional permitindo a criação de fortes vínculos afetivos.

2020

Santos e Ribeiro

Transição de mulheres cegas para a maternidade na perspectiva da Teoria das Transições

Pesquisa qualitativa, que contou com a participação de mulheres cegas para realização de entrevista aberta pelo método de Narrativa de Vida, ocorrendo análise destas à luz da Teoria das Transições. Nessa perspectiva, analisou-se, na transição para a maternidade, as principais experiências e sentimentos vivenciados na nova fase de vida ao se tornarem mães.

2020

Tavares et al.

Mães com deficiência visual e amamentação: análise de literatura

Revisão integrativa que identificou a produção científica acerca das práticas do aleitamento materno por mães com deficiência visual e discutiu as dificuldades enfrentadas por essas mães e por profissionais em orientar essas mães, bem como o uso e acesso a tecnologias assistivas.

2021

Barros e Tamariz

Aplicativo Seeing AI como recurso de mobile learning no ensino de língua inglesa para pessoas com deficiência visual

Estudo com objetivo de pesquisar o estudo e aprendizagem de pessoas com deficiência em atividades de leitura de texto e descrição de imagens por meio de aplicativo de audiodescrição como a tecnologia assistiva Seeing AI

2021

Diamanti et al.

Perinatal care in women with vision disorders: a systematic review

Revisão sistemática desenvolvida com busca online nas bases de dados Medline e Scopus. Analisou-se informações quanto aos cuidados perinatais recebidos por mulheres cegas, detectando a insatisfação delas e evidenciando que a formação dos profissionais deve ser modificada visando um cuidado adequado.  

2021

Mascarello et al.

Análise das complicações maternas precoces e tardias associadas à via de parto utilizando escore de propensão

Principais considerações: Estudo de coorte prospectivo realizado em Pelotas, RS, com o intuito de avaliar as principais complicações e riscos pós-operatórios associado à via de parto cirúrgico em comparação com o parto vaginal. O estudo indicou um aumento significativo no número de cesáreas eletivas e, como limitação da pesquisa, apontou que as informações foram coletadas no ano de 2004, desse modo, pode divergir do perfil atual das mulheres.

2021

Nicot et al.

Using low-cost 3D-printed models of prenatal ultrasonography for visually impaired expectant persons

Estudo que buscou tornar tanto a maternidade como a paternidade de pessoas com deficiência visual mais inclusiva através do uso de impressões em 3D de ultrassonografias fetais. Observou-se que o uso dessa tecnologia acessível tornou o momento do pré-natal um momento de grande valor social e emocional. Ademais, o trabalho também discute a respeito de materiais de baixo custo e com boa qualidade que poderiam ser utilizados para a confecção dos moldes fetais.

2022

Commodari e La Rosa

Pregnancy, Motherhood and Patner Support in Visually Impaired Women

Estudo qualitativo com objetivo de explorar experiências de mulheres com deficiência visual no que tange a maternidade. O estudo aponta que tais mulheres demonstram desejo de serem reconhecidas e aceitas como mulheres e mães no ambiente social, destacando que o apoio familiar e social contribui para maior autoconfiança dessas mulheres no que diz respeito à maternidade.

2022

Corrêa, Jurdi e Silva

Mães com deficiência e maternidade: cotidiano, redes de apoio e relação com a escola

Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa que investiga as percepções de mulheres com deficiência física e visual, mães residentes em Santos, São Vicente e Praia Grande. O estudo utiliza narrativas como método para compreender a maternidade, as redes de apoio e a relação familiar com a escola a partir da perspectiva das próprias participantes.

2023

Corrêa, Jurdi e Silva

Narrativas de mulheres com deficiência física e visual sobre suas maternidades

Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa que investiga as particularidades do ciclo gravídico-puerperal de mulheres com deficiência residentes em Santos, São Vicente e Praia Grande. A coleta de dados foi realizada por meio de narrativas, permitindo a compreensão ampliada das experiências das participantes, incluindo suas interpretações e significados. A análise revelou aspectos positivos e negativos na assistência ao parto e pós-parto, relacionados ao acolhimento recebido.

2023

Lima et al.

Desafios na assistência ao parto das mulheres com deficiência: uma revisão integrativa

Revisão integrativa da literatura realizada em 2023 para identificar as limitações na assistência ao parto de mulheres com deficiência. Os estudos selecionados evidenciaram a falta de preparo dos profissionais, ausência de orientações no pré-natal e inadequações nos ambientes de cuidado, refletindo barreiras econômicas, físicas, comunicacionais e atitudinais que comprometem a segurança e a qualidade da assistência.

2023

Mheta, Sibiya e Nkosi

Experiences of Women with Disabilities in Accessing MaternalHealthcare Services: A South African Case Study

Principais considerações: Estudo de caso qualitativo realizado na África do Sul, que refletem os desafios enfrentados por mulheres deficientes no acesso aos serviços de saúde materna. O estudo enfatiza que a população feminina PCD enfrenta dificuldades ainda maiores em comparação aos homens com deficiência, já que sofrem estigmas relacionados a sua sexualidade e, portanto, não necessitam de serviços de saúde reprodutiva.

2023

Vieira et al.

Os desafios enfrentados na amamentação para a mulher cega: uma revisão integrativa da literatura

Revisão bibliográfica que salienta a importância da amamentação e as dificuldades encontradas pelas mulheres com deficiência visual para aleitarem os seus bebês, seja por falta de amparo, esclarecimento ou até mesmo por acharem que são incapazes de exercerem a maternidade. Enfatiza a carência de materiais educativos, cuidados e propagação de informações por parte dos profissionais de saúde, além da promoção de acessibilidade à mãe cega.

2024

Acar et al.

Challenges Faced by

Mothers With Visual

Impairment From the

Preconception Period

Through the Postpartum

Period

O estudo investigou os desafios enfrentados por mães com deficiência visual na Turquia, desde o período pré-concepção até o pós-parto. Por meio de entrevistas com 17 mães, identificaram-se dificuldades relacionadas à decisão de ter filhos, exames de gravidez inacessíveis, insatisfação com profissionais de saúde, reações emocionais variadas e desafios nos cuidados pessoais e do bebê, além de pressão social e expectativas não atendidas em todas as fases analisadas.

2024

Carvalho et al.

Simplesmente mães: construção compartilhada de tecnologias sobre pré-natal de mulheres com deficiência visual

Estudo realizado em Belém/PA com o objetivo de desenvolver tecnologias assistivas educacionais sobre o pré-natal para mulheres com deficiência visual. Utilizou-se o DOSVOX como recurso de comunicação e conclui-se que o uso de tecnologias assistivas proporciona inclusão, autonomia e respeito para essas mulheres, além de auxiliar profissionais da enfermagem durante a realização do pré-natal. Foi relatado que o número pequeno de participantes se tornou um fator limitante na pesquisa.

2024

Makeroufa e Diamanti

Exploring perinatal care and birth experiences in women with visual impairment: A retrospective study

Estudo descritivo retroativo, com foco em mulheres na Grécia, com deficiência visual, que deram à luz após 2005. O artigo aponta o enfrentamento de dificuldades na área da saúde enfrentadas por mulheres com deficiência visual durante a gestação, apontando para necessidade de melhor formação e treinamento profissional para práticas de saúde mais inclusivas.

2024

Roscoche et al.

Validação de tecnologia assistiva para mães e pais com deficiência visual: enfoque na introdução alimentar do lactente

Estudo metodológico realizado no Brasil para avaliar uma tecnologia assistiva voltada à alimentação complementar de bebês, direcionada a mães e pais com deficiência visual, biológicos ou adotivos, com 18 anos ou mais. Os resultados indicaram a eficácia da abordagem na promoção da saúde e na orientação sobre a introdução alimentar.

Fonte: Elaborado pelas autoras, 2025.

DISCUSSÃO

Gestação

A gravidez é um processo que impacta a saúde física e psicológica das mulheres, trazendo transformações no corpo e novas responsabilidades (1). O processo de transição para maternidade requer acompanhamento qualitativo e humanizado à saúde durante toda a jornada da maternidade, antes, durante e após a gestação, visto que esse momento exige constante adaptação para estas e seus familiares (2,6).

Mulheres com deficiência visual enfrentam estigma e capacitismo, que tendem a limitá-las de exercerem seus direitos sexuais e reprodutivos (7). Logo, para garantir sua dignidade durante o processo gestacional, é crucial promover adequada formação profissional, educação em saúde reprodutiva, fornecer acompanhamento pré-natal adequado e garantir acessibilidade para exames de ultrassom.

A atenção à saúde reprodutiva é fundamental para a saúde da mulher, incluindo aquelas com deficiência visual, que têm o direito de exercer sua sexualidade de forma autônoma, segura e prazerosa. No entanto, enfrentam barreiras físicas e comunicacionais na assistência à saúde e no meio social, que aumentam a insegurança destas. Dessa forma, evidencia-se que são necessários mais estudos que abordem acerca da saúde sexual e reprodutiva dessas mulheres (8).

O pré-natal consiste no conjunto de ações preventivas que visam promover saúde, focando no bom desfecho da gestação para mãe e para o filho (1,9). Para gestantes com deficiência visual, que buscam autonomia e enfrentam barreiras atitudinais, o pré-natal é um momento ideal para receber acolhimento e orientações sobre o papel de mãe. A descoberta da gravidez pode ser um momento crítico, marcado por medos que persistem ao longo da gestação, incluindo reações familiares diversas, desde aceitação até abandono por parte dos parceiros, refletindo dúvidas sobre a capacidade da mulher com deficiência visual de gerar e cuidar da criança (2).

Todavia, embora o pré-natal seja um momento propício à promoção de instruções, mulheres com deficiência visual enfrentam dificuldades em suas consultas de pré-natal, que limitam-se a exames físicos e rotineiros, analisando-se apenas a circunferência abdominal, peso e ausculta do bebê, além de outros exames e vacinas indicadas, não levando em consideração o diálogo necessário e essencial para norteamento das grávidas, que incluem informações quanto aos cuidados durante a gravidez, o momento do parto e momentos pós-parto. A exemplo da barreira informacional na comunicação, tem-se a questão da infantilização, na qual a gestante com deficiência visual tem sua presença desconsiderada do ambiente de realização do procedimento pelo profissional, e todo diálogo ocorre apenas com os acompanhantes (1,10).

Tendo em vista o cumprimento da acessibilidade, princípio do Sistema Único de Saúde (SUS), medidas de adoção de tecnologias assistivas, para boa comunicação com grávidas com deficiência visual e para boa compreensão delas, são importantes aliadas para preservação e exercício dos direitos das cidadãs. Com relação à consulta de pré-natal, encontra-se na literatura, um estudo sobre o desenvolvimento de uma cartilha, denominada “Simplesmente mães: Guia para o acompanhamento de pré-natal de mãe com deficiência visual-cega”, disponibilizada para mulheres cegas, a fim de orientá-las. O estudo contempla também uma versão da cartilha direcionada aos profissionais de saúde, denominada “Simplesmente mães: Guia de assistência de enfermagem para o acompanhamento de pré-natal de mãe com deficiência visual-cega” visando aprimoramento na promoção e atenção à saúde por parte destes. O processo de desenvolvimento e manuseio se deu por meio do WhatsApp e do DOSVOX, sistema desenvolvido para auxiliar pessoas com deficiência visual (9).

Por fim, outro meio acessível em potencial para inclusão e dignidade às gestantes cegas é a ultrassonografia com impressão em 3D, cuja utilização ganha destaque como importante ferramenta de tecnologia assistiva, que possibilita a essas mulheres, por meio do sentido tátil, terem contato com traços do bebê, fato que seria demonstrado em imagens, impossibilitando-as do acesso pelo sentido da visão. A realização da ultrassonografia, além de ser imprescindível para acompanhamento do desenvolvimento do bebê, é também um momento de importante conexão entre os pais e a criança que está sendo gerada. Nesse sentido, é de suma relevância que mães com deficiência visual não sejam privadas desse momento (11,12).

Parto

O parto é uma fase crítica na transição para a maternidade de mulheres cegas, representando um desafio significativo, desde o acesso a informações básicas até garantias legais. A perda de visão durante a gestação ou próximo a ela amplia esses desafios, pois a mulher precisará lidar com uma dupla transição, gerando medo e incerteza quanto à capacidade de exercer a maternidade de forma completa (2). A rede de apoio, tanto de profissionais de saúde quanto de familiares, nem sempre é suficiente para mitigar essas inseguranças.

A busca pela autonomia não se limita ao momento do parto, mas se intensifica nesse período delicado, onde a mulher cega frequentemente se sente mais vulnerável (2). Uma abordagem cuidadosa da equipe de saúde, incluindo participação nas decisões e acesso a informações, pode proporcionar segurança e tranquilidade, permitindo que a mulher se sinta protagonista. A abordagem holística e humanizada, o respeito às limitações e a garantia do direito ao acompanhante são essenciais para uma experiência positiva e para minimizar o desconforto (13).

Infelizmente, práticas inclusivas são raras. Mulheres com deficiência visual enfrentam violências psicológicas e obstétricas, incluindo inseguranças sobre solidão, dependência de desconhecidos no hospital e medo de trocas de bebês (13). A falta de acessibilidade, suporte adequado, direito ao acompanhante e ausência de informações claras sobre o processo de parto agrava essas situações, contribuindo para sentimentos de incapacidade, medo e isolamento (14).

Profissionais de saúde tendem a optar por cesáreas para mulheres cegas, mesmo quando um parto vaginal é viável, sob a justificativa de reduzir o sofrimento. Essa prática, frequentemente decidida sem explicação e sem considerar as preferências da mulher, revela despreparo da equipe e constitui violência obstétrica14. Cesarianas desnecessárias podem acarretar complicações pós-operatórias, prolongamento da internação e dificuldades no cuidado pós-operatório, aumentando os desafios do pós-parto (15).

A falta de tecnologias assistivas também é um problema significativo. Aplicativos como o Seeing AI poderiam melhorar a experiência, oferecendo recursos de audiodescrição. A acessibilidade inadequada em ambientes de saúde, como a ausência de mapas táteis com recursos sonoros, é outra barreira importante (16). Profissionais de saúde reconhecem a necessidade de acessibilidade e a importância de cumprir normas que assegurem a utilização segura e autônoma dos serviços públicos, empregando o braile e outras tecnologias assistivas. Também afirmam estar comprometidos em expandir seus conhecimentos e desenvolver iniciativas que possam melhorar essa interação (17).

A revisão dos desafios enfrentados por mães cegas durante o parto revela lacunas significativas na comunicação e acessibilidade. As experiências variam de positivas, com a equipe trabalhando em conjunto para propiciar conforto e dignidade para a paciente, a negativas, com relatos de violência obstétrica e psicológica (13). A falta de promoção da autonomia e acessibilidade impacta significativamente a saúde mental dessas mulheres, reforçando estigmas e exclusão ainda presentes na sociedade (17).

Pós-parto

A maternidade para mulheres com deficiência visual é vista como um grande desafio devido às dificuldades relacionadas ao cuidado (alimentação, higiene, administração de medicamentos), monitoramento (prevenção de acidentes, observação de sinais de desconforto) e locomoção (consultas médicas, creches, compromissos sociais) dos filhos. Essas mulheres enfrentam estigmatização e preconceito, o que pode gerar insegurança sobre sua capacidade de cuidar adequadamente dos filhos. No entanto, é importante reconhecer que elas são plenamente capazes de cuidar dos filhos, mesmo com apoio familiar e de profissionais de saúde (10,18). As mães com deficiência visual compensam a falta de visão utilizando outros sentidos com maior precisão e demonstram determinação e criatividade ao desenvolver estratégias para cuidar dos filhos de maneira autônoma (10).

O acesso a informações adequadas que auxiliem as mães deficientes visuais durante a transição para maternidade constitui outra adversidade, uma vez que a maioria das informações relativas à Educação em Saúde estão em formatos visuais, os quais podem não ser acessíveis ou não estar devidamente formatados para leitura por meio de tecnologias assistivas (TA). As abordagens de Educação em Saúde devem ser adaptadas às necessidades individuais, garantindo que os conhecimentos transmitidos sejam assimilados e aplicados no dia a dia. Para pessoas cegas, é essencial enfatizar a comunicação que estimula os sentidos remanescentes, como o olfato, o tato e a audição, indo além das práticas tradicionais de orientação (10,19).

A amamentação oferece benefícios biológicos ao bebê e fortalece o vínculo materno-infantil, sendo essencial para promoção da saúde infantil em todo o mundo. Organizações internacionais recomendam aleitamento materno exclusivo até seis meses e complementar até os dois anos (18). Os desafios enfrentados por mulheres com deficiência visual concernentes à amamentação incluem preconceito familiar, falta de educação em saúde, ausência de assistência humanizada, diálogo insuficiente com profissionais de saúde, abandono dos parceiros e insegurança no manejo do recém-nascido (13,18). Além disso, dificuldades fisiológicas, como ingurgitamento mamário, produção insuficiente de leite e falta de preparo do mamilo no pré-natal, associadas ao estresse e à incerteza no desempenho do papel materno, podem comprometer a amamentação (19). Nos casos em que o aleitamento materno exclusivo não é viável, o uso de fórmulas artificiais impõe novos desafios, como a preparação da mamadeira sem suporte adequado (13).

Nesse contexto, fica evidente a importância de melhorar e incorporar TA para desenvolver habilidades funcionais e facilitar atividades para pessoas com deficiência. Acredita-se que o emprego de tecnologias educacionais ajuda a aumentar o conhecimento das mães sobre amamentação e sua confiança no processo. A introdução alimentar de lactentes filhos de pais com deficiência visual figura como um desafio adicional devido à insuficiência de orientações adequadas por parte dos profissionais de saúde, podendo resultar em desmame precoce e manejo inadequado da alimentação complementar (20).

Para suprir essa lacuna, foi desenvolvida a TA “Cuidando da alimentação do bebê”, disponibilizada em uma página web acessível, com recursos como ampliação de tela, contraste de cores, sintetizador de voz (Dosvox) e arquivos em formato TxT/Word para impressão em Braille. Essa TA foi avaliada junto a mães e pais com deficiência visual, biológicos ou adotivos, com 18 anos ou mais. Os resultados indicaram a eficácia das abordagens na promoção da saúde e na orientação sobre a introdução alimentar, sugerindo sua ampla adoção como estratégia de apoio a esses cuidadores (20).

Os relatos sobre a maternidade de mulheres com deficiência visual evidenciam a relevância das redes de apoio, os desafios enfrentados e as adaptações no cuidado dos filhos. Essas redes, formais e informais, são essenciais para a superação de barreiras, abrangendo familiares, amigos, vizinhos e profissionais da saúde. A relação com a escola emerge como um aspecto crítico, podendo tanto facilitar quanto dificultar a participação dessas mães na educação dos filhos. A comunicação escola-família, predominantemente escrita, representa um obstáculo, exigindo adaptações que, em geral, partem das próprias mães. O período de alfabetização das crianças é particularmente desafiador devido à falta de estratégias inclusivas nas instituições de ensino. Além disso, a organização do ambiente doméstico e a autonomia no cuidado infantil são fundamentais, favorecendo o desenvolvimento de estratégias adaptativas pelas crianças, alinhando-se à literatura sobre a proximidade diferenciada entre pais com deficiência e seus filhos (13,21).

Por fim, destaca-se a falta de capacitação dos profissionais de saúde para lidar com pessoas com deficiência, um problema sério que requer solução urgente através da preparação desses profissionais desde a sua formação acadêmica (10,18). É responsabilidade dos profissionais de saúde fornecer orientações educativas, acompanhar e orientar as mães no período pós-parto, e estar atentos para identificar problemas, implementando intervenções adequadas (19). No entanto, para desenvolver estratégias eficazes, é crucial primeiro identificar as necessidades específicas desses pais, a fim de construir intervenções que atendam às suas necessidades de forma adequada.

CONCLUSÃO

Ao longo da pesquisa, foi evidente que mulheres com deficiência visual enfrentam barreiras diversas, capacitismo, estigma, marginalização e infantilização em todas as fases da maternidade. Frequentemente, essas mulheres têm seus direitos, garantidos por lei, negados e necessitam lutar contra inúmeros obstáculos impostos. Embora existam ferramentas de tecnologia assistiva, estas são limitadas e muitas vezes de difícil acesso, seja pelo custo financeiro ou pela dificuldade de encontrá-las. Acredita-se que os profissionais de saúde devem proporcionar um cuidado integral, personalizado e acessível a mulheres com deficiência visual, auxiliando-as para uma maternidade segura e inclusiva. Assim, desde a graduação, devem ser oferecidas disciplinas que visem o contato dos acadêmicos com o cuidado e a realidade de pessoas com deficiência. Somado a isso, deve haver a promoção de pesquisa e trabalhos científicos sobre o tema.

REFERÊNCIAS

  1. Ministério da Saúde (BR). Secretaria de Atenção Primária à Saúde. Caderneta da gestante [Internet]. 6ª ed. Brasília: Ministério da saúde; 2022. Disponível em: https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/caderneta_gestante_versao_eletronica_2022.pdf
  2. Santos RS, Ribeiro VM. Transição de mulheres cegas para a maternidade na perspectiva da Teoria das Transições. Rev Bras Enferm. 2020;73:e20190234. Disponível em: https://doi.org/10.1590/0034-7167-2019-0234
  3. Organização Mundial da Saúde (OMS). Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde – CID-11 [Internet]. 2024 [acessado 10 mar 2025]. Disponível em: https://icd.who.int/browse/2024-01/mms/pt#30317704 
  4. Acar Z, Oskay Ü, Kula G. Challenges faced by mothers with visual impairment from the preconception period through the postpartum period. J Midwifery Womens Health. 2024;69(4):577–585. Disponível em: doi:10.1111/jmwh.13619.
  5. Brasil. Lei nº 13.146, de 6 de julho de 2015 [Internet]. Brasília: Presidência da República; 2015 [acessado 13 maio 2024]. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2015-2018/2015/lei/l13146.htm
  6. Diamanti A, Sarantaki A, Gourounti K, Lykeridou A. Perinatal care in women with vision disorders: a systematic review. Maedica (Bucur). 2021;16(2):261-7. Disponível em: https://doi.org/10.26574/maedica.2020.16.2.261
  7. Commodari E, La Rosa VL, Nania GS. Pregnancy, motherhood and partner support in visually impaired women: a qualitative study. Int J Environ Res Public Health. 2022;19(7):4308. Disponível: https://doi.org/10.3390/ijerph19074308
  8. Makeroufa C, Diamanti A. Exploring perinatal care and birth experiences in women with visual impairment: A retrospective study. Med Int (Lond). 2024;4(6):66. Disponível em: https://www.spandidos-publications.com/10.3892/mi.2024.190
  9. Carvalho GJF, Tavares JSC, Silva NCM, Nascimento MHM, Texeira E, Araujo STC, Costa FNA. Simplesmente mães: construção compartilhada de tecnologias sobre pré-natal de mulheres com deficiência visual. Cogitare Enferm. 2024;29:e92082. Disponível em: https://doi.org/10.1590/ce.v29i0.92082
  10. Bezerra CP, Nicolau AI, Bezerra GP, Machado MM, Pagliuca LM. Acesso aos serviços de saúde por mães cegas: dos enfrentamentos aos ensinamentos. Acta Paul Enferm. 2020;33:eAPE20190197, 2020. Disponível em: https://doi.org/10.37689/acta-ape/2020AO01975
  11. Nicot R, Hurteloup E, Joachim S, Druelle C, Levaillant JM. Using low-cost 3D-printed models of prenatal ultrasonography for visually-impaired expectant persons. Patient Educ Couns. 2021;104(9):2146-51. Disponível em: https://doi.org/10.1016/j.pec.2021.02.033
  12. Nicot R, Joachim S, Levaillant JM. Prenatal tactile three‐dimensional ultrasonography for visually impaired women. Acta Obstetricia et Gynecologica Scandinavica. 2020;99(4):555-6. Disponível em: https://doi.org/10.1111/aogs.13755
  13. Corrêa VCR, Jurdi APS, Silva CCB. Narrativas de mulheres com deficiência física e visual sobre suas maternidades. Estud Feminist. 2023;31:e389510. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1806-9584-2023v31n389510
  14. Lima WVS, Araújo RF, Coura AS, Oliveira TS, Costa AP, França ISX. Desafios na assistência ao parto das mulheres com deficiência: uma revisão integrativa. Saúde Coletiva (Barueri). 2024;14(90):13405–11. Disponível em: https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2024v14i90p13405-13411
  15. Mascarello KC, Matijasevich A, Barros AJD, Barros FCLF, Santos IS, Labrecque JA, Silveira MF. Análise das complicações maternas precoces e tardias associadas à via de parto utilizando escore de propensão. Rev Bras Epidemiol. 2021;24:e210027. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-549720210027
  16. Barros AGMM, Tamariz ADR. Aplicativo Seeing AI como recurso de mobile learning no ensino de língua inglesa para pessoas com deficiência visual. In: Anais do 10º CONINTER - Congresso Internacional Interdisciplinar em Sociais e Humanidades. Niterói, RJ; 2021. Disponível em: https//www.even3.com.br/anais/xc22021/437470-APLICATIVO-SEEING-AI-COMO-RECURSO-DE-MOBILE-LEARNING--NO-ENSINO-DE-LINGUA-INGLESA-PARA-PESSOAS-COM-DEFICIENCIA-VI
  17. Mheta D, Sibiya MN, Nkosi PB. Experiences of women with disabilities in accessing maternal healthcare services: a South African case study. Int. J. Environ. Res. Public Health. 2023;20:6966. Disponível em: https://doi.org/10.3390/ijerph20216966
  18. Vieira VB, Silva ML, Reinalde CR, Sousa JO, Serra ABC, Santos CAF, Araújo NN, Santos DMMF, Silva FL, Silva NF, Guedes EVB, Silveira RE. Os desafios enfrentados na amamentação para a mulher cega: uma revisão integrativa da literatura. Arq Cienc Saude UNIPAR. 2023;27:2760-72. Disponível em:  https://doi.org/10.25110/arqsaude.v27i6.2023-039
  19. Tavares ARBS, Silva VMGN, Leandro CA, Rodrigues LN, Santos AS, Gomes PPS, Chaves EMC. Mães com deficiência visual e amamentação: análise de literatura. In: Castro LHA, Pereira TT, Moreto FVC, organizadores. Propostas, Recursos e Resultados nas Ciências da Saúde 4. Paraná: Atena Editora; 2020. p. 169-180.  Disponível em: 10.22533/at.ed.33620240620 23
  20. Roscoche KGC, Oliveira PMP, Grimaldi MRM, Aguiar ASC. Validação de tecnologia assistiva para mães e pais com deficiência visual: enfoque na introdução alimentar do lactente. Rev Bras Educ Espec. 2024;30:e0998. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-54702024v30e0998
  21. Corrêa VCR, Jurdi APS, Silva CCB. Mães com deficiência e maternidade: cotidiano, redes de apoio e relação com a escola. Rev Bras Educ Espec. 2022;28:e0159. Disponível em: https://doi.org/10.1590/1980-54702022v28e0159

Luciana dos Santos Viana1

Rua Aloísio da Silva Gomes, 50 - Granja dos Cavaleiros, Macaé - RJ, 27930-560

lucianadsviana23@gmail.com

(92) 98188-3421

Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4115-1676

Thaynara Cristine Rosa da Silva1

Rua Aloísio da Silva Gomes, 50 - Granja dos Cavaleiros, Macaé - RJ, 27930-560

thaynaracristine2001@gmail.com

(22) 99614-5366

Orcid: https://orcid.org/0009-0007-5692-376X

Beatriz Castardo Cristal1

Rua Aloísio da Silva Gomes, 50 - Granja dos Cavaleiros, Macaé - RJ, 27930-560

christalbeatriz@gmail.com

(22) 99234-4422

Orcid: https://orcid.org/0009-0005-0710-4499

Camila Alves1

Rua Aloísio da Silva Gomes, 50 - Granja dos Cavaleiros, Macaé - RJ, 27930-560

camillaalves369@gmail.com

(61) 99195-8336

Orcid: https://orcid.org/0009-0005-3429-5366

Talita Pratti1

Rua Aloísio da Silva Gomes, 50 - Granja dos Cavaleiros, Macaé - RJ, 27930-560

talitapratti123@gmail.com

(27) 99661-3114

Orcid: https://orcid.org/0009-0001-1370-4715

Karla Santa Cruz Coelho2

karlasantacruzcoelho@gmail.com

(22) 2796-2523

Orcid: https://orcid.org/0000-0003-4943-4814

Uliana Pontes3

ulianapontes@macae.ufrj.br

(22) 2141-4006

Orcid: https://orcid.org/0000-0001-8035-3831

1Acadêmica de Medicina na Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, RJ, Brasil

Rua Aloísio da Silva Gomes, 50 - Granja dos Cavaleiros, Macaé - RJ, 27930-560

2Doutora em Saúde Coletiva. Docente no Departamento de Saúde Coletiva, Saúde Mental e Saúde da Família da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, RJ, Brasil

Rua Aloísio da Silva Gomes, 50 - Granja dos Cavaleiros, Macaé - RJ, 27930-560

3Doutora em Educação, Gestão e Difusão em Biociências. Docente no Departamento de Saúde Coletiva, Saúde Mental e Saúde da Família da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Macaé, RJ, Brasil

Rua Aloísio da Silva Gomes, 50 - Granja dos Cavaleiros, Macaé - RJ, 27930-560