HIGIENIZAÇÃO DAS MÃOS ENTRE PROFISSIONAIS DE SAÚDE NA REGIÃO CENTRO-OESTE: UMA ANÁLISE CIENTOMÉTRICA
HAND HYGIENE AMONG HEALTHCARE PROFESSIONALS IN THE CENTRAL-WEST REGION: A SCIENTOMETRIC ANALYSIS
HIGIENE DE MANOS ENTRE PROFESIONALES DE LA SALUD EN LA REGIÓN CENTRO-OESTE: UN ANÁLISIS CIENCIOMÉTRICO
Tipo de artigo: Revisão Sistemática
Autores
Kalyandra Barbosa Ferreira
Graduanda em Enfermagem - Faculdade de Enfermagem, Universidade de Rio Verde, Fazenda Fontes do Saber, Rio Verde, Goiás 75901-970, Brasil.
Orcid: https://orcid.org/0009-0005-7624-601X
Camila Antunez Villagran
Mestre em Enfermagem - Faculdade de Enfermagem, Universidade de Rio Verde, Fazenda Fontes do Saber, Rio Verde, Goiás 75901-970, Brasil.
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-9498-3049
Vinícius da Fontoura Sperandei*
Doutor em Ciências - Faculdade de Fisioterapia, Universidade de Rio Verde, Fazenda Fontes do Saber, Rio Verde, Goiás 75901-970, Brasil.
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-3093-706X
Autor correspondente: vinicius.sperandei@gmail.com , (16)99768-1220
RESUMO
Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) atualizaram em 2002 as diretrizes para a higienização das mãos. No Centro-Oeste do Brasil, região com a segunda menor densidade demográfica do país (10,63 hab/km² – FAPESPA, 2024), a dispersão geográfica da população e a infraestrutura limitada em áreas rurais aumentam a vulnerabilidade dos sistemas locais de saúde. Esta revisão sistemática analisou 12 artigos publicados entre 2006 e 2024 sobre a higienização das mãos na região, identificando lacunas significativas, especialmente no Mato Grosso do Sul, e barreiras associadas à falta de especialização, escassez de recursos e ausência de políticas públicas que promovam a educação continuada. Os resultados ressaltam a necessidade de ações baseadas em evidências para aprimorar a adesão à higienização das mãos, garantindo maior segurança aos pacientes e reduzindo a transmissão de infecções. As informações obtidas fornecem subsídios importantes para o desenvolvimento de políticas públicas e programas de capacitação regionais.
DESCRITORES: Assepsia, Educação Continuada, Higiene das Mãos, Segurança do Paciente, Prevenção e Controle de Infecção
ABSTRACT
The Centers for Disease Control and Prevention (CDC) updated hand hygiene guidelines in 2002. In Brazil’s Central-West region, which has the second-lowest population density in the country (10.63 inhabitants/km² – FAPESPA, 2024), the geographic dispersion of the population and limited infrastructure in rural areas increase the vulnerability of local health systems. This systematic review analyzed 12 articles published between 2006 and 2024 on hand hygiene in the region, identifying significant gaps—especially in Mato Grosso do Sul—and barriers related to lack of specialization, resource scarcity, and absence of public policies promoting continuing education. The results highlight the need for evidence-based actions to improve adherence to hand hygiene, ensuring greater patient safety and reducing infection transmission. The information obtained provides important subsidies for the development of regional public policies and training programs.
DESCRIPTORS:
RESUMEN
Los Centros para el Control y la Prevención de Enfermedades (CDC) actualizaron en 2002 las directrices para la higiene de manos. En la región Centro-Oeste de Brasil, que tiene la segunda menor densidad demográfica del país (10,63 hab/km² – FAPESPA, 2024), la dispersión geográfica de la población y la infraestructura limitada en zonas rurales aumentan la vulnerabilidad de los sistemas locales de salud. Esta revisión sistemática analizó 12 artículos publicados entre 2006 y 2024 sobre la higiene de manos en la región, identificando brechas significativas, especialmente en Mato Grosso do Sul, y barreras asociadas a la falta de especialización, escasez de recursos y ausencia de políticas públicas que promuevan la educación continua. Los resultados resaltan la necesidad de acciones basadas en evidencia para mejorar la adhesión a la higiene de manos, garantizando mayor seguridad a los pacientes y reduciendo la transmisión de infecciones. La información obtenida proporciona insumos importantes para el desarrollo de políticas públicas y programas de capacitación regionales.
DESCRIPTORES:
INTRODUÇÃO
A higienização das mãos continua sendo reconhecida como uma medida fundamental para prevenir e controlar infecções em serviços de saúde. Em 2023, a Organização Mundial da Saúde (¹) publicou sua primeira agenda global de pesquisa sobre higiene das mãos, identificando que a adesão média sem intervenções específicas é de apenas cerca de 40%, atingindo 60% em unidades críticas, evidenciando a persistente subutilização da prática nos pontos de assistência (¹). Em consonância, a OMS declarou em 2025 que o monitoramento da adesão à higiene das mãos deve ser estabelecido como indicador nacional prioritário, com meta de implementação em hospitais de referência até 2026 (2).
No contexto brasileiro, estudos recentes na região Centro-Oeste mostraram uma aderência média de 46,2 % em unidades críticas, influenciada negativamente pela infraestrutura inadequada, uso incorreto de luvas e clima de segurança do paciente (3). Um estudo em unidade de COVID-19 revelou que apenas 13,3 % dos profissionais realizaram corretamente os três passos da técnica recomendada, destacando a baixa qualidade técnica da fricção (4). Além disso, fatores organizacionais, ambientais e gerenciais revelaram-se determinantes na adesão à higienização das mãos em unidades críticas fora do Brasil (5). Estudos também apontam que níveis mais elevados de autoeficácia estão associados a melhor adesão às práticas de higienização das mãos entre profissionais de enfermagem (6).
Esses resultados demonstram que, mesmo com diretrizes claras da OMS e das autoridades sanitárias brasileiras, a implementação ainda enfrenta barreiras estruturais, institucionais e comportamentais; essas barreiras são entrelaçadas e complexas, englobando componentes comportamentais, sociais/interpessoais, físicos e organizacionais que requerem abordagens multifacetadas para superação (7) A higienização das mãos desempenha um papel crítico nos cinco momentos definidos pela OMS, e seu reforço contínuo, junto da educação permanente e garantia de insumos como álcool em gel nos pontos de cuidado, é indispensável para fortalecer a segurança do paciente.
Na região Centro-Oeste do Brasil, a segunda com menor densidade demográfica do país com 10,63 hab/km² (8), fatores como a dispersão geográfica da população e a infraestrutura precária de saúde em áreas rurais intensificam a vulnerabilidade dos sistemas de saúde. Esses desafios estruturais podem comprometer práticas básicas de controle de infecção, como a higienização das mãos, especialmente em unidades de menor complexidade e com recursos limitados (3).
Além disso, estudos mostram que adicionar responsabilidade institucional e definição de metas ao modelo multimodal da OMS elevou e manteve a adesão à higienização das mãos acima de 90 %, mesmo com recursos reduzidos (9). Intervenções simples baseadas em avisos ilustrativos, como dispenser’s que acendem ou emitem sons de alerta como lembretes, demonstraram melhorar a prática da higienização das mãos ao tornarem-na uma ação realizada de forma “automática” e treinamentos que incluem feedback visual via tecnologia UV elevaram a adesão de estudantes de enfermagem em cerca de 13 pontos percentuais (10,11), a abordagem de fiscalização multifacetada e não invasiva tem bons resultados e demonstra que o hábito é gerado de forma comportamental, organizacional e no espaço físico, sendo assim há a necessidade de abordagem conjunta (7).
Diante disso, torna-se necessário investigar como essa prática tem sido abordada na literatura científica. Esta revisão sistemática tem como objetivo analisar estudos realizados no Centro-Oeste brasileiro sobre higienização das mãos em serviços de saúde, considerando as especificidades demográficas e estruturais da região, bem como suas implicações para a segurança do paciente e o controle de infecções
MÉTODO
Esta revisão de literatura teve como objetivo reunir e analisar publicações científicas com a temática “higienização das mãos na região Centro-Oeste brasileiro” e para isso foi realizada busca pelo buscador Google Scholar, selecionada por sua abrangência e versatilidade, que permite acesso a múltiplos repositórios científicos e diferentes tipos de documentos, incluindo artigos completos, monografias, dissertações, teses e até anais de congresso (12, 13, 14).
Foram utilizados os seguintes descritores/palavras-chave: “assepsia”, “lavagem das mãos”, “higienização das mãos”, “Centro-Oeste”, “Goiás”, “Mato Grosso”, “Mato Grosso do Sul” e “Distrito Federal”. A estratégia de busca combinou esses termos por meio de operadores booleanos “AND” (e) e “OR” (ou), a fim de refinar os resultados e ampliar o escopo da pesquisa.
Foram considerados elegíveis os trabalhos científicos nos formatos de artigo completo ou nota científica, capítulo de livro, resumo expandido, monografia (TCC), dissertação ou tese, desde que abordassem a temática da higienização das mãos e estivessem relacionados à região Centro-Oeste. Não houve restrição quanto ao ano de publicação e a limitação do idioma foi relacionado com a inserção exclusiva de descritores na língua portuguesa. Os critérios de inclusão envolveram a disponibilidade do texto completo e a apresentação de dados empíricos, descritivos ou analíticos sobre o tema proposto. Foram excluídos estudos duplicados, irrelevantes ao foco geográfico ou temático, e publicações com acesso restrito.
A triagem e seleção dos estudos seguiram as diretrizes do modelo PRISMA 2020 (15). Os artigos foram analisados por, no mínimo, dois pesquisadores, que extraíram informações quanto ao autor principal, ano de publicação, tipo de documento, abordagem metodológica (qualitativa ou quantitativa), local de coleta de dados e perfil do público-alvo. As informações foram organizadas em uma matriz de dados para sistematização e análise comparativa.
RESULTADOS
A presente revisão sistemática identificou e analisou 12 estudos publicados entre 2006 e 2025 que abordam a temática da higienização das mãos na região Centro-Oeste do Brasil. Após as etapas de busca, triagem, elegibilidade e inclusão, os dados foram organizados conforme a Tabela 1, e a seleção dos estudos foi sistematizada na Figura 1, segundo o modelo PRISMA 2020.
Figura 1: PRISMA 2020 da revisão sistemática para o tema “lavagem das mãos na região Centro Oeste brasileira"
Na Tabela 1 apresenta-se a matriz de dados contendo as principais características dos estudos incluídos, tais como autor principal, título, ano, tipo de publicação, metodologia, local de coleta e abordagem (qualitativa ou quantitativa). A análise descritiva revelou que a maioria dos estudos (8 de 12; 66,6%) adotou metodologia quantitativa, voltada para a mensuração objetiva de variáveis, permitindo uma análise estatística robusta dos fatores que influenciam a adesão. Essa predominância de estudos quantitativos sugere um interesse maior pela mensuração objetiva dos comportamentos relacionados à higienização das mãos. Já os demais (4 de 12; 33,3%) utilizaram abordagens qualitativas, focando nas percepções e experiências dos participantes.
Tabela 1: Matriz de dados dos 12 artigos selecionados pela revisão sistemática para a temática "higienização das mãos na região Centro-Oeste brasileira".
Autoria | Título | Ano de publicação | Tipo de publicação | Método | Local de coleta de dados | Abordagem metodológica |
Amorim et al. | Higiene das mãos e prevenção da influenza: conhecimento de discentes da área da saúde | 2018 | Artigo científico completo | Questionário estruturado | Instituto Federal Goiano (IFGoiano) | Quantitativa |
Azevedo | Impacto da estratégia multimodal para melhoria da higienização das mãos em um hospital especializado de Brasília/DF | 2014 | Monografia | Observação em ambiente hospitalar | Hospital especializado | Quantitativa |
Silva & Cardoso | A importância da higienização das mãos dos acompanhantes de pacientes | 2021 | Artigo científico completo | Revisão narrativa | Literatura científica | Qualitativa |
De Moura & Damasceno | Práticas educativas do Núcleo de Educação em Urgências no interior de Goiás | 2022 | Capítulo de livro | Estudo descritivo | Não determinado | Qualitativa |
De Melo Alves et al. | Educação em saúde: conhecimento de profissionais de saúde sobre IRAS e higienização das mãos | 2019 | Artigo científico completo | Observação em ambiente hospitalar | Hospital – Unidade de Terapia Intensiva (UTI) | Quantitativa |
Guadagnin et al. | Avaliação arquitetônica dos Centros de Material e Esterilização de hospitais do interior do estado de Goiás | 2007 | Artigo científico completo | Estudo descritivo | Visitação técnica em hospitais | Quantitativa |
Primo et al. | Adesão à prática de higienização das mãos por profissionais de saúde de um hospital universitário | 2010 | Artigo científico completo | Estudo descritivo | Hospital universitário | Quantitativa |
Rezende | Adesão à higienização das mãos e ao uso de equipamentos de proteção pessoal por profissionais de enfermagem na atenção básica em saúde | 2013 | Artigo científico completo | Estudo descritivo | Unidade Básica de Saúde (UBS) | Qualitativa |
Schirmer et al. | Estratégias lúdicas “Caixa e Gel Mágicos” aplicadas na aprendizagem do adolescente sobre a higienização das mãos | 2024 | Relato de experiência | Estudo descritivo | Escola técnica estadual | Qualitativa |
Tipple et al. | Técnica de higienização simples das mãos: a prática entre acadêmicos de enfermagem | 2010 | Artigo científico completo | Estudo descritivo | Instituição de ensino superior (IES) | Quantitativa |
Melo & Tipple | Higienização das mãos: adesão de futuros profissionais da área da saúde | 2006 | Resumo expandido | Estudo descritivo | Instituição de ensino superior (IES) | Quantitativa |
Tipple et al. | Higienização das mãos: o ensino e a prática entre graduandos na área da saúde | 2007 | Artigo completo | Estudo descritivo | Instituição de ensino superior (IES) | Quantitativa |
Quanto ao ambiente de coleta dos dados, destacam-se que 5 estudos (41,6%) foram realizados em instituições hospitalares e instituições de ensino, e 2 (16,6%) foram a partir de dados secundários de literatura ou não foi determinado. A diversificação dos ambientes de coleta evidencia a abrangência das investigações, contemplando desde o contexto hospitalar até a esfera educacional e comunitária, o que amplia a compreensão das práticas de higienização em diferentes níveis de atenção à saúde.
Em relação ao público-alvo, observa-se predominância de profissionais de saúde (54,5%) como foco das investigações, incluindo estudos realizados em unidades hospitalares, UTI e atenção básica. Uma parcela significativa dos estudos (36,4%) focalizou acadêmicos da área da saúde, especialmente estudantes de graduação em enfermagem e áreas correlatas. Além disso, há investigações que contemplam acompanhantes de pacientes (9,1%) e adolescentes em escolas técnicas (9,1%), evidenciando uma ampliação do público-alvo para além dos profissionais diretamente envolvidos na assistência.
Regionalmente, identificou-se uma concentração dos estudos no Estado de Goiás, especialmente na região metropolitana de Goiânia (58,3% do total de registros), enquanto o interior de Goiás, o Distrito Federal e o Mato Grosso foram pouco representados com apenas um registro científico em cada (8,3% cada). Não foram encontrados estudos específicos realizados no Mato Grosso do Sul, o que evidencia uma lacuna geográfica importante na produção científica sobre o tema, indicando a necessidade de incentivo à pesquisa em regiões menos cobertas.
DISCUSSÃO
A análise dos dados revela que, apesar do conhecimento teórico sobre higienização das mãos estar presente entre profissionais e acadêmicos da saúde, a adesão prática à técnica ainda é insatisfatória, principalmente em unidades de atenção básica e em serviços com menor complexidade (16). Essa discrepância pode estar associada à escassez de recursos, à sobrecarga de trabalho, ao baixo acesso à educação continuada e à falta de incentivo institucional, fatores estes que têm sido amplamente documentados como barreiras significativas à implementação efetiva das práticas de higiene (17).
A ausência de dados específicos do Mato Grosso do Sul, por exemplo, pode refletir a baixa produção científica regionalizada, dificultando o desenvolvimento de políticas públicas voltadas para as particularidades locais. Estudos como os de Amorim et al. (18) e Azevedo (19) apontam que a capacitação contínua dos profissionais, aliada a estratégias educativas e campanhas institucionais de sensibilização, é essencial para promover a mudança de comportamento e aumentar a adesão à prática, especialmente em ambientes com recursos limitados.
Ainda que a higienização das mãos seja uma medida simples, de baixo custo e amplamente reconhecida como eficaz na prevenção de infecções (18, 20), sua implementação enfrenta diversos desafios culturais, estruturais e gerenciais que limitam a adesão efetiva. Barreiras comportamentais, como a falta de conscientização contínua, associadas a condições inadequadas de infraestrutura, como a insuficiência de dispensadores de álcool em gel e pias, comprometem a efetividade das estratégias preventivas (19, 21).
Os resultados reforçam a necessidade urgente de ações educativas permanentes, com enfoque em capacitação contínua dos profissionais e da comunidade, melhoria da infraestrutura e monitoramento constante da adesão às boas práticas (22, 23). Além disso, a valorização da higienização das mãos deve extrapolar o ambiente hospitalar, sendo promovida em instituições educacionais, unidades básicas de saúde e comunidades, reconhecendo seu papel fundamental na promoção da saúde em múltiplos níveis sociais (24, 21).
Assim, a integração de estratégias educacionais, administrativas e sociais é fundamental para fortalecer a cultura da higiene das mãos e reduzir os índices de infecção associada à assistência à saúde.
Diante disso, faz-se necessário ampliar a produção científica sobre o tema, principalmente nos estados menos representados da região Centro-Oeste, e fomentar a elaboração de políticas públicas baseadas em evidências, que fortaleçam a cultura da segurança do paciente e incentivem a adesão às boas práticas de higiene das mãos em todos os níveis da assistência. Essa ampliação não apenas promoverá maior equidade no conhecimento, mas também potencializará o desenvolvimento de intervenções contextualizadas às realidades regionais, contribuindo para a melhoria da qualidade da assistência e redução das infecções associadas à assistência à saúde.
CONCLUSÃO
A higienização das mãos é reconhecida como uma prática essencial para a prevenção de infecções em serviços de saúde, porém sua adesão na região Centro-Oeste do Brasil ainda é limitada por barreiras estruturais, institucionais e comportamentais. A concentração da produção científica em áreas metropolitanas, especialmente em Goiânia, e a ausência de estudos em estados como Mato Grosso do Sul evidenciam lacunas que comprometem o desenvolvimento de intervenções contextualizadas.
Os achados reforçam a necessidade de estratégias integradas, que envolvam educação continuada, melhorias na infraestrutura e monitoramento sistemático da prática, ampliando o alcance para além do ambiente hospitalar e contemplando unidades básicas de saúde, escolas e comunidades. A construção de uma cultura efetiva de segurança do paciente depende da articulação entre capacitação técnica, engajamento institucional e atenção às especificidades regionais.
Assim, ampliar a pesquisa regionalizada e fomentar políticas públicas baseadas em evidências são passos imprescindíveis para fortalecer a adesão à higienização das mãos, melhorar a qualidade da assistência e reduzir a incidência de infecções associadas à assistência na região Centro-Oeste.
REFERÊNCIAS
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24 - Schirmer EN, Santos IB, Silva AMN, Galossi JVM, Albiero LR, Lima VS. Estratégias lúdicas “Caixa e Gel Mágicos” aplicadas na aprendizagem do adolescente sobre a higienização das mãos. Rev Recien. 2024;14(42):93-101. http://dx.doi.org/10.24276/rrecien2024.14.42.93101
AGRADECIMENTOS, APOIO FINANCEIRO OU TÉCNICO, DECLARAÇÃO DE CONFLITO DE INTERESSE FINANCEIRO E/OU DE AFILIAÇÕES:
Os autores agradecem ao apoio institucional da Universidade de Rio Verde (UniRV) e à Faculdade de Enfermagem por incentivar e apoiar a pesquisa acadêmica, aos demais alunos que participaram diretamente ou indiretamente em uma ou mais etapas deste trabalho.
Os autores declaram que não há conflito de interesse.
1 - Kalyandra Barbosa Ferreira é graduanda em Enfermagem pela Universidade de Rio Verde/GO.
Orcid: https://orcid.org/0009-0005-7624-601X
Email: barbosakalyandra063@gmail.com
Telefone: (64) 99307-6433
2 - Camila Antunez Villagran é docente no curso de Enfermagem da Universidade de Rio Verde/GO, possui Bacharelado em Enfermagem pela Universidade Federal do Pampa, Mestrado em Enfermagem pela Universidade Federal de Santa Maria e é Doutoranda em Ciências da Saúde pela Universidade do Sul de Santa Catarina.
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-9498-3049
Email: camilaantunezvillagran@gmail.com
Telefone: (55)996778623
3 – Vinicíus da Fontoura Sperandei é docente nos cursos de Fisioterapia e Medicina da Universidade de Rio Verde/GO, possui Licenciatura em Ciências Biológicas pela Universidade Federal de São João del Rei, Mestrado em Ecologia pela Universidade Federal de São João del Rei e Doutorado em Ecologia e Recursos Naturais da Universidade Federal de São Carlos. Orcid: https://orcid.org/0000-0002-3093-706X
Email: vinicius.sperandei@gmail.com
Telefone: (16)99768-1220