CONHECIMENTO DE GRADUANDOS EM ENFERMAGEM ACERCA DO ACIONAMENTO DOS SERVIÇOS DE EMERGÊNCIA PRÉ-HOSPITALAR: ESTUDO TRANSVERSAL

KNOWLEDGE OF UNDERGRADUATE NURSING STUDENTS REGARDING THE ACTIVATION OF PRE-HOSPITAL EMERGENCY SERVICES: A CROSS-SECTIONAL STUDY

CONOCIMIENTO DE ESTUDIANTES DE ENFERMERÍA SOBRE LA ACTIVACIÓN DE SERVICIOS DE EMERGENCIA PREHOSPITALARIA: ESTUDIO TRANSVERSAL

Tipo de artigo: Artigo Original

Autores

Caio Graco Oliveira Santos (Autor correspondente)

Graduando em Enfermagem- Centro Universitário FMABC

Orcid: https://orcid.org/0009-0002-4851-5911

Henrique Gabriele Baseio

Graduando em Enfermagem- Centro Universitário FMABC

Orcid: https://orcid.org/0009-0000-4924-9454

Simone Alvarez Moretto

Enfermeira, Doutora em ciências da saúde- Centro Universitário FMABC

Orcid: https://orcid.org/0000-0002-3085-4475

Juliana Thomaz Palladino

Enfermeira, Mestre em Enfermagem na saúde do adulto- Centro Universitário FMABC

Orcid: https://orcid.org/0009-0008-1216-3727

Laércio da Silva Paiva

Fisioterapeuta, Doutor em ciências da saúde- Centro Universitário FMABC

Orcid: https://orcid.org/0000-0003-3646-2621

Simone de Oliveira Camilo

Enfermeira, Doutora em infectologia em saúde pública- Centro Universitário FMABC

https://orcid.org/0009-0005-1245-1233

Carolliny Rossi de Faria Ichikawa

Enfermeira, Doutora em cuidado em saúde- Centro Universitário FMABC

https://orcid.org/0000-0003-3002-9448

Natália Cristina Liubartas

Enfermeira, Mestre em ciências da saúde- Centro Universitário FMABC

https://orcid.org/0009-0000-9425-7832

RESUMO

Objetivo: Verificar se graduandos do curso de enfermagem conhecem os números para acionamento dos serviços emergenciais de atendimento pré-hospitalar. Método: Estudo transversal com estudantes do curso de enfermagem de uma instituição de ensino superior privada. Os participantes foram questionados quanto a qual número telefônico deveria ligar caso presenciassem alguma emergência clínica em casa ou na rua, seguido de exemplos do que seriam emergências clínicas. Os dados obtidos foram organizados e submetidos à análise estatística por meio do programa Stata: Statistical Software for Data Science. Resultados: Foram coletados dados de 146 estudantes do período noturno e matutino; ao serem questionados sobre o número que deveriam ligar, 94(66,2%) responderam “192”, 10(7,0%) responderam “193”, 19(13,4%) responderam “190” e 19(13,4%) outros números. Conclusão: Evidenciou-se que expressiva parcela dos graduandos de enfermagem desconhece ou associa erroneamente o número do SAMU (192) a outros serviços.

DESCRITORES: Assistência Pré-Hospitalar; Sistema Médico de Emergência; Telefone.

ABSTRACT

Objective: To assess whether undergraduate nursing students are familiar with the emergency numbers for activating pre-hospital care services. Method: A cross-sectional study was conducted with nursing students from a private higher education institution. Participants were surveyed regarding which telephone number they should dial if faced with a clinical emergency at home or in public, followed by examples of situations considered clinical emergencies. The data collected were organized and analyzed using Stata: Statistical Software for Data Science. Results: Data were obtained from 146 students enrolled in morning and evening classes. When asked which number they should dial, 94 (66.2%) responded “192,” 10 (7.0%) “193,” 19 (13.4%) “190,” and 19 (13.4%) indicated other numbers. Conclusion: The findings reveal that a substantial proportion of nursing undergraduates are either unaware of, or mistakenly associate, the SAMU number (192) with other services.

DESCRIPTORS: Prehospital Care; Emergency Medical System; Telephone

RESUMEN

Objetivo: Verificar si los estudiantes de enfermería de nivel de grado conocen los números telefónicos destinados a la activación de los servicios de emergencia prehospitalaria. Método: Estudio transversal realizado con estudiantes del curso de enfermería de una institución de educación superior privada. Los participantes fueron indagados acerca de qué número telefónico deberían marcar en caso de presenciar una emergencia clínica en el hogar o en la vía pública, seguido de ejemplos ilustrativos de dichas situaciones. Los datos recolectados fueron organizados y sometidos a análisis estadístico mediante el programa Stata: Statistical Software for Data Science. Resultados: Se recopilaron datos de 146 estudiantes de los turnos matutino y nocturno; al ser consultados sobre el número que debían marcar, 94 (66,2%) respondieron “192”, 10 (7,0%) respondieron “193”, 19 (13,4%) respondieron “190” y 19 (13,4%) otros números. Conclusión: Se constató que una proporción significativa de los estudiantes de enfermería desconoce o asocia de manera errónea el número del SAMU (192) con otros servicios.

DESCRIPTORES: Atención Prehospitalaria; Sistema Médico de Emergencia; Teléfono

INTRODUÇÃO

A rapidez no acionamento e a subsequente intervenção com transporte para tratamento definitivo constituem pilares essenciais do atendimento pré-hospitalar. Nesse contexto, em 1975 surgiu o conceito de “Golden Hour” (hora de ouro), que enfatiza a importância do atendimento inicial no menor tempo possível, visando aumentar as taxas de sobrevida dos indivíduos(1-2). Esse conceito aplica-se não apenas aos casos traumáticos, mas também a condições clínicas, como evidenciado pela redução significativa da chance de sobrevivência a cada minuto perdido no atendimento à parada cardiorrespiratória, ou pela maior efetividade do tratamento do acidente vascular cerebral quando iniciado na primeira hora após o evento (3).

O desconhecimento do número correto para acionar o serviço de atendimento pré-hospitalar é um fator que pode influenciar negativamente o tempo de resposta. No Brasil, a variação numérica entre serviços contribui para o aumento do tempo até a chegada da ambulância ao local. A multiplicidade de números telefônicos e a sobreposição de atribuições entre órgãos dificultam a conscientização da população, impactando diretamente a morbimortalidade das vítimas (4-5). Assim, a educação da população é essencial para formar indivíduos devidamente instruídos, capazes de acionar o serviço com rapidez e de forma criteriosa (5-6).

Embora a educação em saúde seja atribuição de todos os profissionais, o enfermeiro ocupa posição de destaque, por ter em sua prática assistencial o foco na melhoria do cuidado e da qualidade de vida (7). As ações de educação em saúde integram rotineiramente o trabalho do enfermeiro, que, ao identificar necessidades relacionadas à promoção e prevenção da saúde, desenvolve e ensina práticas de cuidado fundamentadas nos problemas detectados (7-8). Evidências demonstram que indivíduos submetidos a intervenções educativas recentes sobre o acionamento dos serviços pré-hospitalares apresentam maior acerto na identificação dos números telefônicos do SAMU e do Corpo de Bombeiros, reforçando a relevância dessas ações (6-9-10).

Estudo conduzido por Luna et al. (11) em todas as regiões do Brasil revelou que o conhecimento pleno desses números ainda não é realidade. Entre 438 participantes avaliados, apenas 72,6% e 70,8% souberam associar corretamente os números do SAMU e do Corpo de Bombeiros, respectivamente, o que pode sobrecarregar as centrais de regulação e comprometer a resposta a situações críticas (4-5-12).

Dessa forma, a educação em saúde assume papel central não apenas no incremento do conhecimento da população acerca dos números corretos, mas também na promoção do uso adequado dos serviços, garantindo acionamentos conscientes e direcionados a situações que demandem atendimento imediato pelo respectivo órgão. Considerando esse cenário, o objetivo deste estudo é verificar se graduandos do curso de enfermagem conhecem os números para acionamento dos serviços emergenciais de atendimento pré-hospitalar, uma vez que se pressupõe que esses acadêmicos apresentem maior compreensão do tema em comparação à população leiga, atuando como agentes fundamentais na conscientização comunitária e no uso correto desses serviços.

MÉTODO

Trata-se de um estudo observacional, de delineamento transversal, conduzido com estudantes do curso de Enfermagem, em conformidade com as diretrizes da iniciativa STROBE (Strengthening the Reporting of Observational Studies in Epidemiology). A pesquisa foi realizada no Centro Universitário FMABC, situado na Av. Lauro Gomes, 2000, no município de Santo André, São Paulo, Brasil. O estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa da instituição, sob o parecer nº 7.293.255, sendo conduzido no primeiro semestre de 2025 com turmas do período matutino e noturno do primeiro e quarto anos do curso. A população-alvo foi composta por estudantes regularmente matriculados no primeiro e quarto anos do curso de Enfermagem de instituição de ensino superior privada. Foram incluídos discentes com matrícula ativa, cursando o período letivo regular, pertencentes aos turnos matutino ou noturno, e excluídos aqueles menores de 18 anos e matriculados exclusivamente em disciplinas em regime de dependência.

O instrumento de coleta consistiu em questionário físico estruturado, dividido em dois blocos. O primeiro, referente à caracterização do participante, contemplou variáveis sociodemográficas e acadêmicas, como sexo, idade, estado civil, ano de curso, período de matrícula e formação prévia na área da saúde. O segundo abordou o conhecimento sobre números de acionamento de serviços de emergência pré-hospitalar, avaliando a identificação do número telefônico correto para emergências clínicas, como infarto agudo do miocárdio, acidente vascular encefálico e parada cardiorrespiratória, além de investigar se o participante já havia acionado previamente algum serviço de emergência e qual serviço foi utilizado. Os dados foram coletados em sala de aula, após a apresentação e assinatura do Termo de Consentimento Livre e Esclarecido, com preenchimento individual e sem consulta a materiais externos.

Para reduzir a ocorrência de vieses no estudo, adotou-se a inclusão de todos os estudantes elegíveis presentes no momento da coleta, a fim de minimizar o viés de seleção e garantir maior representatividade da amostra. Para mitigar o viés de informação, o questionário foi previamente estruturado, com questões claras e objetivas, elaborado de forma padronizada e aplicado presencialmente, sem consulta a materiais externos, reduzindo erros de interpretação e influências externas nas respostas. Além disso, a coleta foi conduzida em condições uniformes para todos os participantes, com a presença do pesquisador para esclarecimento de dúvidas, minimizando discrepâncias no entendimento das perguntas.

O tamanho amostral foi definido pelo total de estudantes matriculados no primeiro e quarto anos no primeiro semestre de 2025, totalizando 146 participantes. Os dados obtidos foram transcritos e tabulados no software Microsoft Excel® versão 2501 e analisados por meio de estatística descritiva e inferencial no software Stata® (Statistical Software for Data Science). As análises foram realizadas considerando apenas as respostas válidas (excluídos os não respondentes).

RESULTADOS

A Tabela 1 apresenta as características sociodemográficas dos 146 estudantes de enfermagem participantes. O número de respondentes variou conforme a variável, em razão de não respostas. As porcentagens refletem apenas os respondentes válidos.

 A média de idade foi de 23,32 anos (±5,94), com predominância do sexo feminino (88,36%). Quanto ao estado civil, 83,6% eram solteiros, 11,0% casados e 3,4% em união estável, não havendo registro de participantes viúvos. Em relação ao município de residência, observou-se maior concentração em Santo André (43,8%) e São Bernardo do Campo (38,0%). No que se refere à formação prévia na área da saúde, 56,9% dos participantes relataram não possuir qualificação anterior.


VARIÁVEIS

Matutino

Noturno

Total

(n=146)

1° ano

(n=33)

4° ano

(n=41)

1° ano

(n=52)

4° ano

(n=20)

IDADE (ANOS)

23,32±5,94

22,44±4,90

23,64±5,46

22,88±6,35

26,85±6,06

SEXO

Masculino

17(11,6%)

5(15,2%)

4(9,8%)

5(9,6%)

3(15, 0%)

Feminino

129(88,3%)

28(84,8%)

37(90,2%)

47(90,4%)

17(85,0%)

ESTADO CIVIL

Solteiro (a)

122(83,6%)

30(90,9%)

35(85,4%)

41(78,8%)

16(80,0%)

Casado (a)

16(11,0%)

1(3,0%)

3(7,3%)

8(15,4%)

4(20,0%)

Divorciado (a)

3(2,0%)

1(3,0%)

2(4,9%)

0

0

União estável

5(3,4%)

1(3,0%)

1(2,4%)

3(5,8%)

0

MUNICÍPIO

Santo André

53(43,8%)

13(43,3%)

14(41,2%)

20(51,3%)

6(33,3%)

São Bernardo

46(38,0%)

11(36,7%)

14(41,2%)

14(35,9%)

7(38,9%)

Mauá

7(5.8%)

3(10,0%)

2(5,9%)

0

2(11,1%)

São Paulo

6(5,0%)

1(3,3%)

1(2,9%)

3(7,7%)

1(5,6%)

Diadema

5(4,1%)

2(6,7%)

0

2(5,1%)

1(5,6%)

Ribeirão Pires

2(1,7%)

0

2(5,9%)

0

0

Rio Grande da Serra

1(0,8%)

0

0

0

1(5,6%)

São Caetano do Sul

1(0,8%)

0

1(2,9%)

0

0

FORM. SAÚDE

Não

82(56,9%)

18(54,5%)

31(79,5%)

23(44,2%)

10(50,0%)

Téc. de Enfermagem

53 (36,8%)

13(39,4%)

6(15,4%)

25(48,1%)

9(45,0%)

Aux. de Enfermagem

4 (2,8%)

1(3,0%)

2(5,1%)

0

1(5,0%)

Demais formações

5 (3,5%)

1(3,0%)

0

4(7,7%)

0

Tabela 1.  Dados Sociodemográficos. Santo André, SP, Brasil, 2025

 

aAlguns denominadores variam em virtude de dados incompletos; Média±Desvio padrão;

Frequência (porcentagem); FORM. SAÚDE (formação prévia em curso da área de saúde)

Fonte: Elaboração própria.

Conforme apresentado na Tabela 2, 66,2% dos estudantes identificaram corretamente o número 192 para acionamento em emergências clínicas, enquanto 13,4% indicaram o número 190, 7,0% o número 193 e 13,4% mencionaram outros números. Na análise geral, estudantes do primeiro ano apresentaram menor proporção de erros em comparação aos do quarto ano (p = 0,029), evidenciando associação significativa entre ano de curso e ocorrência de erros. Não foram observadas associações entre erros e as variáveis sexo, turno, estado civil, município de residência ou formação prévia em saúde. Na análise isolada, “ano de curso” e “turno” também não houve associação significativa com a ocorrência de erros (p = 1,000 e p = 0,198, respectivamente).

Tabela 2.  Número indicado para emergência clínica. Santo André, SP, Brasil, 2025

                    Matutino

Noturno

NÚMERO

Total

(n=142)

1° ano

(n=32)

4° ano

(n=41)

1° ano

(n=51)

4° ano

(n=18)

192

94(66,2%)

21(65,6%)

23(56,1%)

40(78,4%)

10(55,5%)

190

19(13,4%)

6(18,7%)

5(12,2%)

3(5,9%)

5(27,8%)

193

10(7,0%)

1(3,1%)

7(17,1%)

0

2(11,1%)

Outros

19(13,4%)

4(12,5%)

6(14,6%)

8(15,7%)

1(5,5%)

Frequência (porcentagem); b Total da amostra = 146; para esta variável, N = 142 devido a não respostas.

Fonte: Elaboração própria.

DISCUSSÃO

Este estudo teve como objetivo verificar o conhecimento de graduandos em enfermagem acerca dos números destinados ao acionamento dos serviços emergenciais de atendimento pré-hospitalar. Os achados evidenciaram que, embora a maioria dos participantes tenha identificado corretamente o número do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (SAMU – 192), ainda persiste uma proporção considerável de estudantes que não souberam responder ou associaram erroneamente o número a outros serviços, como Corpo de Bombeiros (193) ou Polícia Militar (190).

Essa lacuna é preocupante diante do papel central do enfermeiro na educação em saúde e na resposta inicial às situações de urgência e emergência. O desconhecimento ou a confusão quanto aos canais de acionamento pode atrasar o atendimento, repercutindo negativamente sobre o tempo-resposta e, consequentemente, sobre os desfechos clínicos (13).

Resultados semelhantes foram relatados por Luna et al. (2024) (11) ao investigarem o conhecimento da população brasileira sobre números de emergência. O estudo identificou que, embora 72,6% dos participantes associassem corretamente o 192 ao SAMU, havia um padrão recorrente de confusão entre os serviços, com destaque para a troca entre os números do SAMU e do Corpo de Bombeiros. Tais evidências sugerem que a sobreposição na percepção das atribuições desses serviços compromete a efetividade da resposta em cenários críticos.

De forma inesperada, a estratificação dos dados revelou que estudantes do 1º ano apresentaram menor proporção de erros quando comparados aos do 4º ano (p = 0,029). Esse resultado contraria a hipótese de que o avanço na formação acadêmica estaria associado ao aprimoramento do conhecimento prático relacionado ao sistema de saúde, especialmente no que se refere ao acionamento de serviços de emergência.

Esse achado converge com a investigação de Fernandes et al. (2014) (14), que avaliou discentes de medicina e verificou índice de acerto de 83,6% para o número do SAMU, sem diferenças significativas entre ciclos básico e clínico. Tanto os resultados do presente estudo quanto os de Fernandes et al. indicam que a progressão na formação acadêmica não garante maior domínio de informações essenciais para atuação em contextos de urgência, reforçando a necessidade de estratégias pedagógicas específicas para consolidar esse conhecimento ao longo do curso.

Os achados reforçam a importância de incluir, desde os primeiros semestres da graduação, conteúdos teóricos e práticos voltados à educação em urgência e emergência, contemplando o conhecimento sobre os canais de acionamento dos serviços pré-hospitalares. Estratégias pedagógicas como simulações realísticas, oficinas e campanhas educativas podem contribuir para consolidar esse conhecimento, ampliando a segurança e a efetividade da atuação dos futuros enfermeiros em situações críticas.

Entre as limitações, destaca-se o delineamento transversal, que não permite estabelecer relações causais entre o ano de formação e o nível de conhecimento observado. Além disso, os dados foram coletados em uma única instituição, o que pode limitar a generalização dos resultados para outras realidades acadêmicas e regionais. Estudos multicêntricos, com maior representatividade populacional, são recomendados para aprofundar a compreensão desse fenômeno.

CONCLUSÃO

Conclui-se que uma parcela significativa dos graduandos de enfermagem desconhece ou associa de forma incorreta o número do SAMU (192) a outros serviços de emergência. Esse achado revela uma lacuna no processo formativo, indicando a necessidade de estratégias educacionais que assegurem a assimilação desse conhecimento essencial. Recomenda-se que futuras investigações explorem intervenções pedagógicas capazes de ampliar a compreensão dos discentes sobre os canais de acionamento dos serviços pré-hospitalares.

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