RELAÇÃO ENTRE A DIFICULDADE PARA HIGIENIZAÇÃO DA CAVIDADE BUCAL E AUTOCUIDADO EM PACIENTES PÓS COVID-19
RELATIONSHIP BETWEEN DIFFICULTY IN ORAL CAVITY HYGIENE AND SELF-CARE IN POST-COVID-19
RELACIÓN ENTRE LA DIFICULTAD EN LA HIGIENE DE LA CAVIDAD BUCAL Y EL AUTOCUIDADO EN PACIENTES POST-COVID-19
Artigo Original
Autores
Ethyenne Alessandra Berechavinski Scendrzyk
Graduada em Odontologia
Universidade Estadual de Ponta Grossa
Orcid: https://orcid.org/0009-0002-1100-6048
Gabriela Fernanda Schiochet
Doutoranda em Ciências da Saúde
Instituição: Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Orcid: https://orcid.org/0000-0001-7377-1445
Eduarda da Silva Fugita
Graduanda em Odontologia
Instituição: Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Orcid: https://orcid.org/0009-0004-6715-903X
Celso Bilynkievycz dos Santos
Doutor em Engenharia da Produção
Instituição: Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR)
Orcid: https://orcid.org/0000-0003-2107-8299
Gabrielly Hneda Fadel
Graduanda em Medicina
Instituição: Centro Universitário Campo Real
Orcid: https://orcid.org/0009-0001-0542-1248
Sthefany Barreto Pereira
Graduanda em Odontologia
Instituição: Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Orcid: https://orcid.org/0009-0008-5556-0001
Cristina Berger Fadel
Doutora em Odontologia Preventiva e Social
Instituição: Universidade Estadual de Ponta Grossa (UEPG)
Orcid: https://orcid.org/0000-0002-7303-5429
RESUMO
Objetivo: Verificar a relação entre a dificuldade para higienização da cavidade bucal e autocuidado de pacientes 12 meses após admissão em Unidades de Terapia Intensiva pós-covid-19 grave. Método: Trata-se de um estudo transversal analítico com abordagem quantitativa, com dados sociodemográficos, clínicos, de autoavaliação de saúde e escala WHODAS 2.0 de pacientes egressos do HURCG. A análise foi realizada através da Mineração de Dados em um processo de Knowledge Discovery in Databases. Resultados: O autocuidado é capaz de classificar a dificuldade de higienização da cavidade bucal. Pacientes com condições de saúde mais graves, menor condição socioeconômica e maior ocorrência de incapacidade verifica-se um alto risco em apresentar dificuldade de higienização da cavidade apesar de ter uma autopercepção de saúde geral e bucal muito positiva. Conclusão: Os pacientes internados em UTI covid-19 apresentam dificuldade para higienização oral embora haja uma boa autopercepção de saúde, devido à aceitação passiva de suas condições.
DESCRITORES: Higiene bucal; Autocuidado; Covid-19.
ABSTRACT
Objective: To investigate the relationship between difficulty in oral hygiene and self-care among patients 12 months after admission to intensive care units after severe covid-19. Method: This is a cross-sectional, analytical study with quantitative approach, using sociodemographic, clinical, self-rated health, and WHODAS 2.0 data from patients discharged from the HURCG. The analysis was performed using data mining in a Knowledge Discovery in Databases process. Results: Self-care can classify difficulty in oral hygiene. Patients with more severe health conditions, lower socioeconomic status, and a higher incidence of disability are at high risk of having difficulty in oral hygiene despite having a very positive self-perceived general and oral health. Conclusion: Patients admitted to the covid-19 ICU have difficulty with oral hygiene despite having a good self-perceived health, due to the passive acceptance of their conditions.
DESCRIPTORS:
RESUMEN
Objetivo: Investigar la relación entre la dificultad en la higiene bucal y el autocuidado entre pacientes a los 12 meses de su ingreso a unidades de cuidados intensivos tras covid-19 grave. Método: se trata de un estudio transversal, analítico, con enfoque cuantitativo, en el que se utilizaron datos sociodemográficos, clínicos, de autopercepción de salud y de WHODAS 2.0 de pacientes egresados del HURCG. El análisis se realizó mediante minería de datos en un proceso de Descubrimiento de Conocimiento en Bases de Datos. Resultados: El autocuidado puede clasificar la dificultad en la higiene bucal. Los pacientes con afecciones de salud más graves, nivel socioeconómico más bajo y major incidencia de discapacidad tienen un alto riesgo de tener dificultades en la higiene bucal a pesar de tener una salud general y bucal positiva. Conclusión: Los pacientes ingresados en la UCI covid-19 tienen dificultades con la higiene bucal a pesar de tener una buena salud autopercibida, debido a la aceptación pasiva de sus afecciones.
DESCRIPTORES:
INTRODUÇÃO
Desde a identificação do vírus sars-cov-2 na China, a covid-19 atingiu rapidamente o mundo, demonstrando um espectro amplo de gravidade e ameaças à saúde, com impactos ainda não totalmente dimensionados sobre a população e serviços de saúde. Os indivíduos do grupo de risco são aqueles que apresentam maior probabilidade em desenvolver sintomas graves ou críticos da covid-19, dentre eles os idosos, fumantes e aqueles com comorbidades prévias, tais como doenças renais, pulmonares e cardíacas crônicas¹,².
Indivíduos que tiveram a forma grave da doença, necessitando de ventilação mecânica e cuidados intensivos, têm uma probabilidade aumentada de apresentar a chamada covid longa3,4, esse termo foi adotado por especialistas em saúde e organizações médicas, como a Organização Mundial da Saúde (OMS) e o Serviço Nacional de Saúde do Reino Unido (NHS). Essa condição é caracterizada por uma série de manifestações clínicas que persistem no momento pós-infecção, as quais afetam diversos sistemas do corpo humano, incluindo o sistema circulatório, neurológico e respiratório. Além disso, a covid longa pode gerar danos à saúde mental e ao bem estar dos indivíduos5. Dentre os sintomas comuns estão a fraqueza, dor muscular, ansiedade, depressão, perda da memória, dificuldade de mobilidade, incapacidade em realizar as atividades habituais e problemas no autocuidado6, que resultam em deterioração da vida cotidiana e da qualidade de vida, resultando em desafios tanto para o paciente, quanto para os profissionais e prestadores de cuidados em saúde.
Além disso, sintomas depressivos e de ansiedade podem persistir de forma crônica em sobreviventes da covid-19, influindo na incapacidade de realizar atividades habituais, como a higiene oral, gerando assim, um efeito danoso na qualidade de vida7,8. Dessa forma, abordar e promover o autocuidado, ao manter um estilo de vida saudável e a prática de exercícios físicos, pode ser fundamental para reforçar a saúde física e mental9,10, permitindo mais autonomia, autocontrole, autoconhecimento e melhora na qualidade de vida11,12.
Os indivíduos com incapacidade e dependência em realizar as atividades da vida diária, em geral, apresentam dificuldade para realizar a escovação dentária devido a baixa força muscular, acarretando em comprometimento funcional13. A preservação da saúde bucal está associada à ingestão nutricional, diminuição dos riscos de doenças respiratórias e cardiovasculares e melhor qualidade de vida14 . Além disso, a baixa performance mastigatória e o acúmulo de biofilme está associada a pior condição nutricional, acarretando em quadros de desidratação, anorexia, perda de peso, constrangimento ao se alimentar e isolamento, trazendo danos à funcionalidade geral do indivíduo14.
Diante desse cenário, o acometimento multissistêmico da covid longa demonstra a necessidade em haver uma reabilitação integrativa e contínua, com apoio de equipes de fisioterapia motora e respiratória, nutrição, fonoaudiologia, terapia ocupacional e odontológica, a fim de restaurar as condições físicas, psicológicas e sociais15-17.
Para enfrentar estes desafios, os cirurgiões-dentistas devem desenvolver exponencial conhecimento sobre o assunto, e lançar um olhar crítico sobre as estratégias de prestação de cuidados seguros e de qualidade em saúde bucal junto a pacientes com covid longa. Frente ao exposto, o presente estudo visa verificar a relação entre dificuldade para higienização da cavidade bucal e autocuidado de pacientes pós covid-19 grave de um hospital universitário no sul do Brasil
MÉTODO
Estudo transversal e analítico, com abordagem quantitativa, elaborado a partir de dados primários de pacientes egressos do Hospital Universitário Regional dos Campos Gerais (HURCG), Paraná, Brasil. Esta pesquisa seguiu as normas da Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde com o número de aprovação 4.735.765/2021 do Comitê de Ética em Pesquisa da Plataforma Brasil.
Os participantes da pesquisa foram a totalidade de pacientes egressos de Unidades de Terapia Intensiva (UTI) covid-19 do HURCG, no período de março de 2020 a março de 2022. Os critérios de inclusão foram: pacientes que ficaram internados em UTI por infecção SARS-Cov-2 por um período superior a 08 dias (indicado no prontuário dos respectivos pacientes); ter recebido alta hospitalar, no mínimo, 365 dias antes da coleta de dados; maior de 18 anos; não ter evoluído a óbito.
Os critérios de exclusão foram: pacientes com incapacidade cognitiva (segundo a avaliação do leito familiar); déficit auditivo não corrigido que impeça o entendimento das perguntas (segundo avaliação do pesquisador); com impossibilidade de fala (segundo a avaliação da família).
Para inclusão dos pacientes que participaram da pesquisa, inicialmente foi feita uma busca através do prontuário eletrônico dos pacientes que ficaram internados na UTI do HURCG disponibilizados pelo G-SUS e Tasy e com permissão de acesso aos dados pela direção do hospital. Destes, para localização dos pacientes que obedeciam aos critérios de inclusão, foi realizada a leitura individual de cada prontuário, buscando os critérios de inclusão, resultando assim nos pacientes elegíveis para pesquisa. Os dados primários foram obtidos por meio de entrevista telefônica gravada, realizada diretamente com o paciente, baseado em um instrumento estruturado com questões de autopercepção de saúde bucal e escala WHODAS 2.0, versão de 12 itens, traduzida e validada para a língua portuguesa no Brasil por Castro e Leite 18-19. O World Health Organization Disability Assessment Schedule (WHODAS 2.0) é um instrumento de avaliação de mensuração da saúde e deficiência no âmbito populacional ou clínico desenvolvido pela OMS. A versão de 12 itens inclui 2 questões por cada um dos 6 domínios – cognição, mobilidade, autocuidado, relações interpessoais, atividades diárias e participação – fornecendo um indicador de funcionalidade global (OMS, 2015)20. A coleta foi realizada por pesquisadores treinados, e não houve limitação de tempo para as respostas. Os participantes tiveram suas identidades totalmente preservadas.
A variável dependente foi a autopercepção em saúde bucal, medida pela pergunta “O senhor apresentou alguma dificuldade para higienizar/limpar a sua boca (dentes, prótese ou gengiva) após a internação por covid?”, com a escala de resposta para “sim” e “não”. As variáveis independentes foram as questões clínicas que englobam o autocuidado, que incluem as perguntas: “O senhor (a) praticou alguma atividade física nos últimos 30 dias?”, “O senhor (a) considera sua alimentação saudável nos últimos 30 dias?” e o WHODAS 2.0 versão 12 itens incluindo apenas os domínios de autocuidado com as questões: “Lavar seu corpo inteiro?” e “Vestir-se?”.
Utilizou-se técnicas de Mineração de Dados de aprendizado supervisionado e não-supervisionado, em um processo de Knowledge Discovery in Databases (KDD). Esse processo possibilita a obtenção de conhecimentos implícitos nos dados, disponibilizando informações até então desconhecidas, e divide-se em três macro etapas: i) Pré-processamento de Mineração de Dados (MD); ii) Mineração de Dados; iii) Pós-processamento de Mineração de Dados.
As técnicas de mineração permitiram a descrição do perfil da população e de seus subgrupos; a identificação de variáveis preditoras da variável objeto e o desenvolvimento de modelos preditivos. Mais especificamente, identificaram as relações de dependência entre os indicadores de dificuldade em cuidados da saúde bucal e autocuidado, e as variáveis independentes com capacidade de explicar os agrupamentos que subdividem a amostra.
O Pré-processamento teve por objetivo a eliminação de ruídos e padronização dos dados de entrada bem como o enriquecimento desses dados através da criação de indicadores de qualidade de vida, quantitativos e qualitativos, que medem a dificuldade de higienização e autoavaliação da saúde bucal. Em um primeiro momento, fez-se a descrição da amostra, através de aprendizado não supervisionado, por meio de técnicas de agrupamento permitindo rotular a amostra.
A mineração de dados propriamente dita engloba a descrição/seleção de atributos, classificação e regressão. Utilizou-se técnicas de aprendizagem não-supervisionadas e supervisionadas visando descrever e rotular a amostra e identificar fatores (variáveis independentes) relacionados à variável dependente. A formação de agrupamentos foi realizada através do algoritmo SimplesK-means no Weka, definindo a formação de dois centróides (grupo I e II) com características que permitam rotulá-los.
Em um segundo momento, utilizou-se técnicas de redução de dimensionalidade, aplicando a técnica de aprendizagem supervisionada, utilizando os algoritmos Correlation-based Feature Selection (CFS), que segundo Santos (2016), seleciona o grupo de variáveis com maior capacidade explicativa da variável desfecho, buscando o conjunto de variáveis com baixa colinearidade entre si e alta correlação com o atributo meta, que no presente estudo refere-se à “dificuldade em higienização bucal”. Além disso, através do Algoritmo Wrapper, foi possível obter um conjunto de variáveis com capacidade de predizer a classificação da amostra a partir do índice e das classes da dificuldade, motivação e autoavaliação do estado de saúde bucal. Dessa forma, para entender as variáveis com maior potencial de explicar o atributo meta, os chamados folds indicam o número de subconjuntos de dados que depois de testados apresentam correlação entre as variáveis. Sendo assim, quando uma variável aparece em todos os subgrupos, indica parâmetro de 100%, ou seja, maior é a relevância dos atributos envolvidos em explicar o atributo meta.
Os modelos de classificação são, então, transformados em regras de produção, na macro-etapa de Pós-processamento, e interpretados juntamente com os resultados da exploração dos dados, com o objetivo de obter a relação entre as variáveis como determinantes para a classificação dos grupos. Nessa etapa, os resultados da descrição da amostra e as variáveis selecionadas foram interpretados juntamente com os resultados da exploração dos dados, com o objetivo de obter a relação entre as variáveis com capacidade de explicar os rótulos dos grupos e as variáveis dependentes.
Para se chegar aos domínios, também utilizou-se a equação para inversão das escalas negativas (Figura 1), adotada em domínios que possuem perguntas com caráter negativo, como no caso do domínio incapacidade, utilizado no presente estudo, antes da aplicação da média geométrica.
RESULTADOS
Ao total, 267 pacientes eram elegíveis para a pesquisa, e destes, 94 indivíduos não atenderam às três ligações realizadas em dias e horários diferentes, 29 foram a óbito nos primeiros anos após a alta hospitalar, 27 apresentavam números de telefone incorretos ou inexistentes, 9 indivíduos se recusaram a participar da entrevista. Ao final, 108 pacientes foram incluídos no estudo.
Após a Mineração dos Dados, foi possível agrupar e descrever a amostra em dois centróides para melhor entendimento do estudo, rotulados por suas características majoritárias, resultando nos grupos: “alto risco” e “menor risco”. Suas principais diferenças estão descritas no Quadro 1 de acordo com as variáveis sociodemográficas, clínicas e de autopercepção de saúde por parte dos entrevistados. Dessa forma, verificou-se que 29 (26%) indivíduos pertencem ao grupo de alto risco, enquanto que 79 (74%) indivíduos estão agrupados no grupo de menor risco.
Grupo | I | II |
Variáveis | Grupo de alto risco | Grupo de menor risco |
Sociodemográficas | População mais idosa e maior proporção de mulheres Menor nível de educação e variação nas faixas de renda familiar | População mais jovem e maior proporção de homens Maior nível de educação e melhores condições de renda familiar |
Clínicas | Condições de saúde mais graves, como obesidade grau II, pressão alta e diabetes descompensada Maior consumo de medicamentos diários e maior prevalência de doenças crônicas | Condições de saúde geralmente menos severas, associadas a menor incidência de problemas cardíacos graves e obesidade extrema Menor consumo de medicamentos diários e menor incidência de doenças crônicas |
Autopercepção de saúde (escala WHODAS) | Maior ocorrência de incapacidades, relacionadas a mobilidade e autocuidado | Menor incidências de incapacidades significativas e melhor autoavaliação de saúde |
Fonte: Os autores
O grupo de alto risco (Grupo I) é composto por 18 (62%) mulheres e apresenta indivíduos com idade média de 57 anos, com nível de escolaridade baixo (cerca de 8 anos). Neste grupo, há destaque para indivíduos com condições de saúde comprometidas, como a presença de 11 (37%) pacientes com quadro de obesidade grau II, 20 (68%) pacientes com pressão alta e 17 (58%) sofrem de diabetes, fazendo uso diário de, em média, de 5 fármacos. Com relação a dificuldade de higienização/limpeza da cavidade oral nos últimos 30 dias, 21 (72%) indivíduos relataram não apresentar dificuldade bem como, 20 (68%) não se sentiram menos motivados para realizar tal atividade.
Para o grupo de menor risco (Grupo II), 45 (56%) indivíduos são do sexo masculino, com idade média de 53 anos. Dos 79 indivíduos alocados no Grupo II, 76 (96%) vivem independentes na comunidade, com diferentes situações de trabalho: 22 (27%) dos pacientes têm trabalho remunerado, 21 (26%) são aposentados, 21 (26%) trabalham como autônomos. Além disso, este grupo apresenta uma remuneração familiar maior quando comparada ao Grupo I, bem como condições de saúde menos severas: 27 (34%) dos pacientes encontram-se com obesidade grau I, 42 (53%) não apresentam pressão alta, 52 (65%) não apresentam diabetes, fazendo uso de cerca de aproximadamente 3 medicações por dia. Nenhum paciente deste grupo apresentou dificuldade para higienizar/limpar sua boca nos últimos 30 dias e 74 (93%) não sentiram menor motivação para realizar tal atividade.
Os dados da amostra e dos agrupamentos a partir das variáveis selecionadas seguem nas Tabelas 1, 2 e 3, trazendo dados sociodemográficos, clínicos e de autopercepção de saúde dos grupos formados, apresentando a média e desvio padrão dos dados numéricos, a moda, distribuição de frequência e percentual das classes das variáveis categóricas da amostra.
Classe | Grupos | |||
Geral | I | II | ||
N | 108 | 29 | 79 | |
Sexo |
| M | F | M |
M | 56.0(51%) | 11.0(37%) | 45.0(56%) | |
F | 52.0(48%) | 18.0(62%) | 34.0(43%) | |
Idade |
| 54.7315 | 57.7931 | 53.6076 |
| ±13.1395 | ±15.7579 | ±11.9555 | |
Anos de estudo |
| 10.3738 | 8.7715 | 10.962 |
| ±4.6915 | ±5.9713 | ±4.011 | |
Condições em que vive no momento da entrevista |
| independente | independente | independente |
independente | 98.0(90%) | 22.0(75%) | 76.0(96%) | |
com assistência | 9.0(8%) | 7.0(24%) | 2.0(2%) | |
Hospitalizado institucionalizado | 1.0(0%) | 0.0(0%) | 1.0(1%) | |
Situação da sua atividade de trabalho |
| aposentado | aposentado | trabalho remunerado |
trabalho remunerado | 23.0(21%) | 1.0(3%) | 22.0(27%) | |
aposentado | 29.0(26%) | 8.0(27%) | 21.0(26%) | |
autônomo | 26.0(24%) | 5.0(17%) | 21.0(26%) | |
desempregado | 4.0(3%) | 2.0(6%) | 2.0(2%) | |
outros | 5.0(4%) | 5.0(17%) | 0.0(0%) | |
dona de casa | 16.0(14%) | 4.0(13%) | 12.0(15%) | |
desempregado por problemas de saúde | 5.0(4%) | 4.0(13%) | 1.0(1%) | |
Possui renda Própria |
| sim | sim | sim |
sim | 79.0(73%) | 21.0(72%) | ||
| não | 29.0(26%) | 8.0(27%) | |
Qual a renda mensal da sua família (SM) |
| quatro ou mais | maior que dois | quatro ou mais |
quatro ou mais | 29.0(26%) | 4.0(13%) | 25.0(31%) | |
até um | 15.0(13%) | 7.0(24%) | 8.0(10%) | |
maior que três | 20.0(18%) | 4.0(13%) | 16.0(20%) | |
maior que dois | 27.0(25%) | 8.0(27%) | 19.0(24%) | |
maior que um | 17.0(15%) | 6.0(20%) | 11.0(13%) | |
Fonte: Os autores
Classe | Grupos | |||
Geral | I | II | ||
N | 108 | 29 | 79 | |
IMC | obesidade grau I | 35.0(32%) | 8.0(27%) | 27.0(34%) |
normal | 11.0(10%) | 3.0(10%) | 8.0(10%) | |
sobrepeso | 30.0(27%) | 4.0(13%) | 26.0(32%) | |
obesidade extrema | 7.0(6%) | 2.0(6%) | 5.0(6%) | |
obesidade grau II | 24.0(22%) | 11.0(37%) | 13.0(16%) | |
raquítico | 1.0(0%) | 1.0(3%) | 0.0(0%) | |
Pressão alta |
| sim | sim | não |
não | 51.0(47%) | 9.0(31%) | 42.0(53%) | |
sim | 57.0(52%) | 20.0(68%) | 37.0(46%) | |
Diabetes |
| não | sim | não |
não | 64.0(59%) | 12.0(41%) | 52.0(65%) | |
sim | 44.0(40%) | 17.0(58%) | 27.0(34%) | |
Doença nas articulações ou nos ossos |
| não | sim | não |
não | 72.0(66%) | 14.0(48%) | 58.0(73%) | |
sim | 36.0(33%) | 15.0(51%) | 21.0(26%) | |
Doença no coração |
| não | não | não |
não | 92.0(85%) | 20.0(68%) | 72.0(91%) | |
sim | 16.0(14%) | 9.0(31%) | 7.0(8%) | |
Derrame cerebral |
| não | não | não |
não | 102.0(94%) | 25.0(86%) | 77.0(97%) | |
sim | 6.0(5%) | 4.0(13%) | 2.0(2%) | |
Outras doenças |
| não | sim | não |
não | 78.0(72%) | 14.0(48%) | 64.0(81%) | |
sim | 30.0(27%) | 15.0(51%) | 15.0(18%) | |
Quantos remédios toma por dia |
| 3.8293 | 4.6838 | 3.5156 |
| ±2.0815 | ±2.4236 | ±1.8612 | |
Dias de internação hospitalar |
| 31.7963 | 34.8276 | 30.6835 |
| ±18.7745 | ±22.9255 | ±17.0351 | |
Dias de internação em UTI |
| 19.4352 | 19.6552 | 19.3544 |
| ±11.8647 | ±12.6245 | ±11.6564 | |
Autocuidado (classe) |
| alto | alto | alto |
alto | 91.0(84%) | 13.0(44%) | 78.0(98%) | |
baixo | 7.0(6%) | 7.0(24%) | 0.0(0%) | |
médio | 10.0(9%) | 9.0(31%) | 1.0(1%) | |
Incapacidade |
| baixa | alta | baixa |
baixa | 76.0(70%) | 4.0(13%) | 72.0(91%) | |
alta | 23.0(21%) | 18.0(62%) | 5.0(6%) | |
média | 9.0(8%) | 7.0(24%) | 2.0(2%) | |
Fonte: Os autores
Classe | Grupos | |||
Geral | I | II | ||
N | 108 | 29 | 79 | |
Autocuidado |
| alto | alto | alto |
alto | 91.0(84%) | 13.0(44%) | 78.0(98%) | |
baixo | 7.0(6%) | 7.0(24%) | 0.0(0%) | |
médio | 10.0(9%) | 9.0(31%) | 1.0(1%) | |
Praticava alguma atividade física antes da internação por covid |
| sim | sim | sim |
sim | 60.0(55%) | 17.0(58%) | 43.0(54%) | |
não | 48.0(44%) | 12.0(41%) | 36.0(45%) | |
Praticou alguma atividade física nos últimos 30 dias |
| não | não | não |
sim | 42.0(38%) | 6.0(20%) | 36.0(45%) | |
não | 66.0(61%) | 23.0(79%) | 43.0(54%) | |
Considerava sua alimentação saudável antes da internação por covid |
| sim | sim | sim |
sim | 75.0(69%) | 15.0(51%) | 60.0(75%) | |
não | 33.0(30%) | 14.0(48%) | 19.0(24%) | |
Considera sua alimentação saudável nos últimos 30 dias |
| sim | sim | sim |
sim | 92.0(85%) | 23.0(79%) | 69.0(87%) | |
não | 16.0(14%) | 6.0(20%) | 10.0(12%) | |
Apresentou dificuldade para higienizar/limpar sua boca nos últimos 30 dias |
| não | não | não |
não | 100.0(92%) | 21.0(72%) | 79.0 (100%) | |
sim | 8.0(7%) | 8.0(27%) | 0.0(0%) | |
Como classificaria seu estado geral em saúde nos últimos 30 dias |
|
| bom | regular |
muito ruim | 2.0(1%) | 2.0(6%) | 0.0(0%) | |
ruim | 12.0(11%) | 9.0(31%) | 3.0(3%) | |
regular | 30.0(27%) | 13.0(44%) | 17.0(21%) | |
bom | 48.0(44%) | 5.0(17%) | 43.0(54%) | |
muito bom | 16.0 ( 14%) | 0.0 ( 0%) | 16.0 ( 20%) | |
Como classifica seu estado de saúde bucal nos últimos 30 dias |
| bom | bom | bom |
ruim | 8.0(7%) | 4.0(13%) | 4.0(5%) | |
regular | 15.0(13%) | 5.0(17%) | 10.0(12%) | |
bom | 67.0(62%) | 18.0(62%) | 49.0(62%) | |
muito bom | 18.0 ( 16%) | 2.0 ( 6%) | 16.0 ( 20%) | |
Fonte: Os autores
Com relação às variáveis mais importantes para o estudo, a autoavaliação do estado de saúde geral é menor para o grupo I (maior risco), em que 13 (44%) dos indivíduos retratam sua condição de saúde como média e 11 (37%) como ruim, em contraste com o grupo II em que 59 (74%) indivíduos alocados nesse grupo declaram um nível alto de saúde. Já para a autopercepção da saúde bucal, 20 (68%) dos indivíduos do grupo I apresentaram autoavaliação positiva bem como 65 (82%) pacientes do grupo II. Para o autocuidado, apenas 1 (1%) indivíduo do grupo II declarou autocuidado médio enquanto 79 (99%) declarou um alto autocuidado. No grupo I, 13 (44%) indivíduos declararam um alto autocuidado, contudo, neste grupo, 7 (24%) e 9 (31%) declaram um baixo e médio autocuidado, respectivamente.
Partindo de técnicas de aprendizagem supervisionadas foram identificadas as variáveis preditoras com maior capacidade de explicar os desfechos das classificações. Os fatores mais significativos, atributos selecionados em todos os folds (100%), são os que apresentam maior potencial de classificar a existência de dificuldade para higienização da cavidade bucal. As variáveis relacionadas às questões de autocuidado, foco deste estudo, estão destacadas no quadro 2.
Algoritmo CFS | Algoritmo Wrapper |
(99%) Possui renda Própria (99%) Pressão alta (38%) Outras doenças (100%) Quantos remédios toma por dia (100%) Tomava alguma medicação antes da internação por covid (100%) Apresenta algum sintoma depressivo como tristeza/desânimo persistente e baixa autoestima antes da internação por covid? (100%) Apresentava algum sintoma depressivo como tristeza/desânimo persistente e baixa autoestima nos últimos 30 dias (100%) Praticava alguma atividade física antes da internação por covid (100%) Praticou alguma atividade física nos últimos 30 dias (98%) Considerava sua alimentação saudável antes da internação por covid (95%) Apresentou dificuldade de concentração nos últimos 30 dias (100%) Sentiu-se estar menos motivado para higienizar/limpar sua boca nos últimos 30 dias (99%) Necessitou de pronação (100%) Dias de internação em UTI (100%) Cognição (100%) Participação (100%) Autocuidado (100%) Autoavaliação do Estado de Saúde Geral (100%) Autoavaliação do Estado de Saúde Bucal | (100%) Outras doenças (2%) Praticava alguma atividade física antes da internação por covid (32%) Em geral nos últimos 30 dias por quantos dias essas dificuldades tiveram presentes (100%) Cognição |
Fonte: Os autores
Com isso, com o objetivo do estudo de apontar as variáveis mais fortemente relacionadas a dificuldade em higienização da cavidade bucal com as questões de autocuidado, é possível verificar no Quadro 2 que as questões envolvendo autocuidado, como: o autocuidado em si em 100% dos folds, prática de atividade física antes e após a internação por covid-19 (100%) e alimentação saudável (98%) estiveram presentes, ou seja, mostrando que o autocuidado influencia fortemente na dificuldade em higienização da cavidade bucal. Ademais, todas as variáveis presentes estão relacionadas com a dificuldade de higienização bucal.
DISCUSSÃO
Neste trabalho foi possível verificar a relação entre autocuidado e seu potencial em classificar a existência de dificuldade para higienização da cavidade bucal dos pacientes pós covid-19 grave. Do grupo de alto risco, 8 (27%) indivíduos relataram sentir dificuldade para realizar a higiene da cavidade oral e, em contrapartida, nenhum indivíduo alocado no grupo de menor risco relatou tal dificuldade. Em média, os indivíduos do grupo de menor risco apresentam uma autopercepção do estado de saúde bucal e geral mais positivo quando comparados ao grupo de maior risco, bem como para o autocuidado.
No grupo de menor risco, fazem parte os indivíduos com condições de saúde menos severas e nível de escolaridade maior, enquanto no grupo de alto risco estão alocados aqueles indivíduos com a presença de comorbidades mais graves, idade avançada, sedentarismo e menor condição socioeconômica, estando estes fatores relacionados a maior taxa de morbimortalidade no primeiro ano pós-covid-1921-23, justificando a discrepância na quantidade de indivíduos presentes em cada grupo. Além disso, estas condições mais graves de saúde e vida, por si só, estão relacionados à perda da qualidade de vida devido à incapacidade que acarretam24-26. Após o internamento em UTI, há maior tendência em ter limitações no dia a dia, no desempenho ocupacional, na realização das atividades de vida diária e atividades instrumentais15, o que inclui a higienização da cavidade oral.
Além disso, quanto maior o tempo de internação por covid-19, maiores são as sequelas, tornando o paciente dependente, parcial ou totalmente, de auxílio para realizar atividades de vida diária, como a alimentação e a higienização15. Esse dado reforça os achados desta pesquisa, que aponta uma relação entre o tempo de internação em UTI e a dificuldade de higienização da cavidade oral, trazendo impacto para o autocuidado do indivíduo. Tais condições graves de saúde estão associadas a fatores como baixa condição socioeconômica, menor escolaridade, sedentarismo e alimentação inadequada23,24, que, por sua vez, aumentam o risco de incapacidade e a dificuldade na higiene bucal.
Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), o autocuidado refere-se às habilidades do indivíduo, família e comunidade em promover e manter a saúde, prevenir e lidar com doenças e incapacidades, com ou sem o suporte de um profissional de saúde27. Essas ações envolvem a prática regular de atividades físicas, alimentação saudável, uso correto de medicamentos e higienização pessoal e bucal28,29, o que favorece a autonomia, independência e autocuidado do paciente30-32, refletindo na qualidade de vida do indivíduo15, 25,26.
Dessa forma, neste estudo, além das questões sobre dificuldades em “Lavar seu corpo inteiro” e “Vestir-se”, foram utilizadas questões envolvendo a prática de atividade física e alimentação saudável para avaliar o autocuidado do paciente. Com relação a prática de atividades físicas, antes e após o internamento em UTI, houve uma queda na porcentagem de indivíduos praticantes, em que apenas 42 (38%) realizavam tal atividade, demonstrando maior dificuldade para a realização de exercícios e menor autocuidado pós internamento33, o que pode estar relacionado com a menor força muscular, dificuldade de mobilidade, fadiga e o menor autocuidado, como sequela da covid-19 3,6.
Aliado a isso, há a prevalência de indivíduos acima do peso ideal em ambos os grupos, o que pode ser explicado pela associação entre obesidade e o desenvolvimento de sintomas mais graves da covid-19, maiores taxas de hospitalização e mortalidade34. A má alimentação e o estado nutricional inadequado debilitam o sistema imunitário do indivíduo, tornando-o vulnerável35. Este estudo encontrou uma associação entre obesidade, atividade física e alimentação inadequada com um maior risco de dificuldade na higienização bucal. Esses resultados estão em linha com a literatura, que indica que pacientes obesos que desenvolveram formas graves da covid-19 frequentemente enfrentam dificuldades para realizar atividades diárias, devido a sintomas persistentes, como dispneia e fadiga36-37.
Em relação ao cenário discutido, uma das sequelas encontradas na covid longa é a presença de lesões nos membros superiores dos pacientes, interferindo na realização de suas atividades de vida diária, como a higienização bucal15 . Essa lesão está relacionada à neuropatia, mostrando-se com muita intensidade nos indivíduos que passaram por longos períodos de internação, demonstrando a necessidade de intervenções práticas para avaliar, prevenir e reabilitar, minimizando tais prejuízos no futuro15 .
Portanto, uma deficiência em cuidados com a higiene bucal pode resultar no surgimento de cáries e doença periodontal. A presença desses focos inflamatórios está relacionada com o agravamento de diversas doenças sistêmicas, como alterações cardiovasculares e respiratórias, diabetes, disfagia e sarcopenia38-39. Além disso, problemas dentários levam à deterioração da qualidade de vida devido a quadros de dor e desconforto durante a alimentação a e fala, impactando negativamente na confiança, autoestima e nutrição40-41. Indivíduos que apresentam duas ou mais doenças sistêmicas simultaneamente, tendem a apresentar incapacidade e dependência para realizar atividades instrumentais, menor chance de apresentar uma dentição funcional e pior autopercepção de saúde bucal42,43.
Neste estudo, os indivíduos com condições de saúde mais graves (grupo I) apresentaram uma autopercepção de saúde geral e bucal mais baixa quando comparado com a autopercepção dos indivíduos com condições menos severas e melhores condições socioeconômicas (grupo II). Isso se deve ao fato de que a autopercepção de saúde é entendida como a interpretação que o indivíduo faz sobre si próprio e de suas experiências diárias baseado em contextos sociais e históricos44-46. Além disso, a autopercepção de saúde bucal mostrou-se melhor que a autopercepção de saúde sistêmica, demonstrando que mesmo o indivíduo que se diz insatisfeito com sua saúde geral, julgam sua saúde bucal como boa, sugerindo que estes consideram como normal sua condição de saúde bucal ao comparar com sua condição sistêmica47, demonstrando uma aceitação passiva da deterioração da condição de higiene48, ao deixar de lado seu cuidado com a saúde bucal12,49.
Ademais, a autopercepção de saúde bucal pode influenciar na busca por atendimento odontológico e prática de autocuidado50. Pacientes que apresentam autopercepção positiva de saúde têm maior tendência em buscar atendimento odontológico de forma regular, adotar hábitos mais saudáveis, enquanto indivíduos que têm baixa autopercepção podem negligenciar sua saúde bucal, menor busca por atendimento, diagnóstico e tratamento de problemas bucais, afetando de forma negativa sua saúde mental e autoestima50 .
Sendo assim, o autocuidado em pacientes pós-covid-19 grave demonstrou ser um aspecto importante para classificar a dificuldade de higienização da cavidade bucal, principalmente nos indivíduos de maior risco. Evidenciando a necessidade de ações individualizadas para a reabilitação da funcionalidade através de práticas de adaptação, autonomia, segurança e independência, gerando uma resposta positiva para o autocuidado e higienização bucal, promovendo saúde oral e geral.
As limitações deste estudo estão relacionadas ao acesso ao telefone e disponibilidade de tempo para responder a entrevista telefônica. A falta de um grupo controle tornou difícil inferir se os sintomas e dificuldades relatados foram causados pela infecção por sars-Cov-2, comorbidades pré-existentes ou efeitos sociais relacionados à pandemia. Outra limitação pode ser associada à percepção subjetiva dos indivíduos sobre seu estado de saúde funcional e das manifestações da covid longa
CONCLUSÃO
O autocuidado com a saúde bucal pode ser avaliado por meio da realização de atividades da vida diária associada à capacidade funcional, refletindo na qualidade de vida do sujeito. O paciente que apresenta comorbidades associadas à internação em UTI por covid-19 pode apresentar a longo prazo, incapacidades que limitam seu desempenho e realização de atividades, incluindo a higienização da cavidade bucal.
Neste estudo, os sujeitos de pesquisa com condições de saúde mais graves apresentaram uma autopercepção de saúde geral e bucal mais baixa quando comparados com indivíduos mais saudáveis alocados no grupo de maior risco em apresentar dificuldades de higienização da cavidade oral. Além disso, a autopercepção de saúde bucal é mais positiva em relação à saúde geral, demonstrando sua aceitação passiva de sua condição oral. Sendo assim, se faz importante para a saúde pública o entendimento e implicações que a covid grave traz, tanto para o campo de reabilitação de pacientes com incapacidades quanto para o autocuidado desses indivíduos.
REFERÊNCIAS
AGRADECIMENTOS, APOIO FINANCEIRO OU TÉCNICO, DECLARAÇÃO DE CONFLITO DE INTERESSE FINANCEIRO E/OU DE AFILIAÇÕES:
Os autores agradecem à Fundação Araucária e demais colaboradores pelo apoio financeiro e incentivo à pesquisa, Os autores declaram não haver conflito de interesse financeiro e/ou de afiliações.