USO DE BONECO REBORN COMO FERRAMENTA PARA O ESTÍMULO DO AFETO E CUIDADO PATERNO
USE OF REBORN DOLLS AS A TOOL FOR STIMULATING AFFECTION AND PARENTAL CARE
USO DE MUÑECOS REBORN COMO HERRAMIENTA PARA ESTIMULAR EL AFECTO Y EL CUIDADO PATERNAL
Tipo de artigo: Reflexão
Gustavo Gonçalves dos Santos
Doutor. Universidade de Ribeirão Preto, Campus Guarujá (UNAERP)
Orcid: https://orcid.org/0000-0003-1615-7646
Leticia de Almeida Dionizio
Mestra. Universidade Santo Amaro, Campus Interlagos (UNISA)
https://orcid.org/0000-0003-2236-6436
Cely de Oliveira
Doutora. Universidade Santa Cecília (UNISANTA)
https://orcid.org/0000-0003-3407-799X
Célia Maria Pinheiro dos Santos
Doutora. Liberty Education M&C
https://orcid.org/0000-0003-0159-7139
Lucia Helena Ferreira Viana
Mestra. Centro Universitário Piaget (UNIPIAGET)
https://orcid.org/0009-0009-7879-0341
Mónica Alexandra Pinho da Silva
Mestra. Escola Superior de Enfermagem, Universidade do Porto (ESEP)
https://orcid.org/0000-0003-0548-8829
RESUMO
Objetivo: Refletir teoricamente sobre o uso de bonecos reborn como ferramenta para o estímulo do afeto, do vínculo e do cuidado paterno. Método: Trata-se de um estudo teórico-reflexivo fundamentado em revisão da literatura científica e em teorias de Enfermagem. A análise dos achados foi conduzida por meio de análise temática, articulada aos referenciais teóricos. Resultados: A manipulação do boneco reborn mostra-se um recurso simbólico capaz de favorecer o desenvolvimento de competências emocionais e práticas associadas ao papel paterno. As teorias analisadas permitiram compreender como o afeto, a empatia, a adaptação e o cuidado podem ser estimulados nesse processo, contribuindo para a construção de vínculos afetivos saudáveis. Conclusões: O boneco reborn é uma ferramenta promissora na educação em saúde voltada à paternidade, desde que utilizado com sensibilidade, escuta qualificada e embasamento ético. Os profissionais de Enfermagem devem considerar a inserção de abordagens inovadoras e humanizadas que valorizem a subjetividade paterna e promovam o cuidado centrado na família.
DESCRITORES: Cuidado paterno; Paternidade; Relação pai-filho; Teorias de Enfermagem; Vínculo afetivo
ABSTRACT
Objective: To reflect theoretically on the use of reborn dolls as a tool for stimulating affection, bonding and paternal care. Method: This is a theoretical-reflective study based on a review of the scientific literature and nursing theories. The findings were analyzed using thematic analysis, linked to theoretical references. Results: The manipulation of the reborn doll is shown to be a symbolic resource capable of favoring the development of emotional and practical skills associated with the paternal role. The theories analyzed allowed us to understand how affection, empathy, adaptation and care can be stimulated in this process, contributing to the construction of healthy affective bonds. Final considerations and implications for practice: The reborn doll is a promising tool for health education on paternity, as long as it is used with sensitivity, qualified listening and an ethical basis. Nursing professionals should consider introducing innovative and humanized approaches that value paternal subjectivity and promote family-centered care.
DESCRIPTORS: Affective bond; Father-child relationship; Fatherhood; Nursing theories; Paternal care
RESUMEN
Objetivo: Reflexionar teóricamente sobre el uso de muñecos reborn como herramienta para estimular el afecto, el vínculo y el cuidado paterno. Método: Se trata de un estudio teórico-reflexivo basado en una revisión de la literatura científica y de las teorías de enfermería. Los hallazgos se analizaron mediante análisis temático, vinculado a referencias teóricas. Resultados: La manipulación del muñeco renacido se muestra como un recurso simbólico capaz de favorecer el desarrollo de habilidades emocionales y prácticas asociadas al rol paterno. Las teorías analizadas permitieron comprender cómo el afecto, la empatía, la adaptación y el cuidado pueden ser estimulados en este proceso, contribuyendo a la construcción de vínculos afectivos saludables. Conclusiones: El muñeco renacido es una herramienta prometedora para la educación sanitaria sobre la paternidad, siempre que se utilice con sensibilidad, escucha cualificada y base ética. Los profesionales de enfermería deben considerar la introducción de abordajes innovadores y humanizados que valoricen la subjetividad paterna y promuevan cuidados centrados en la familia.
DESCRIPTORES: Cuidado paternal; Paternidad; Relación padre-hijo; Teorías de enfermería; Vínculo afectivo
INTRODUÇÃO
A promoção do cuidado paterno é uma estratégia fundamental, intervenções que estimulam o envolvimento dos pais, especialmente nos primeiros anos de vida, demonstram impacto direto na qualidade das relações parentais e no desenvolvimento emocional e comportamental das crianças.1,2
O envolvimento afetivo e prático dos pais, principalmente das figuras paternas, nas rotinas familiares, é essencial para o desenvolvimento de habilidades sociais e emocionais nas crianças.3 Além disso, a construção do vínculo pai-bebê contribui para uma paternidade mais sensível e responsiva, promovendo a segurança emocional da criança.4
A orientação parental por meio de programas educativos, que oferecem um espaço seguro para que mães e pais possam expressar suas dificuldades e receber suporte emocional e técnico, promovendo o empoderamento parental.5,6 O suporte social e os serviços públicos de saúde também são elementos centrais na promoção do cuidado parental, especialmente em contextos de vulnerabilidade. Existe a importância das visitas domiciliares realizadas por Enfermeiros e agentes comunitários como uma forma de acompanhamento e orientação contínua às famílias.7,8
Os homens percebem a paternidade como um desafio repleto de aprendizados e transformações, frequentemente marcado por sentimentos de despreparo. Apesar disso, demonstram forte desejo de se envolver no cuidado dos filhos, realizando atividades que promovem o desenvolvimento infantil, como brincadeiras, interações afetivas e estímulos sensoriais.10-12
O uso do boneco reborn tem sido explorado como uma ferramenta eficaz para estimular o afeto e o cuidado paterno, especialmente entre pais de primeira viagem. Em pesquisa realizada por Braden e Gaspar (2015), a aplicação de um protocolo estruturado envolvendo o uso de bonecas em pacientes com demência levou ao aumento do bem-estar, redução da ansiedade e melhoria das relações sociais entre os residentes de um centro especializado.13
Outra pesquisa realizada por Moyle et al. (2019) não encontrou redução significativa nos sintomas comportamentais, porém observou um aumento estatisticamente significativo nas expressões de prazer dos residentes que participaram da intervenção com bonecas.14 Além disso, uma revisão sistemática encontrou evidências preliminares indicando que a terapia com bonecas pode melhorar o bem-estar geral dos pacientes, estimular comportamentos sociais e favorecer uma melhor relação dos indivíduos com o ambiente ao seu redor.15
Adicionalmente, uma revisão da literatura conduzida por Lima et al. (2023) ressaltou que a terapia com bonecos reborn funciona como um recurso não farmacológico, oferecendo benefícios como a redução da agressividade e da ansiedade, além de promover o bem-estar afetivo em ambientes institucionais.16
Assim, o fortalecimento das redes comunitárias e o investimento em políticas públicas voltadas à parentalidade positiva são ações essenciais para garantir o bem-estar infantil, o cuidado parental deve ser compreendido como uma responsabilidade coletiva, que envolve o compromisso das famílias, da sociedade civil e do Estado.
MÉTODO
Trata-se de uma reflexão teórica, cuja elaboração fundamenta-se na literatura e de referenciais teóricos pertinentes ao tema. Para a construção do referencial teórico, adotou-se como base a Teoria das Relações Humanas17, desenvolvida inicialmente por Elton Mayo que propõe que o afeto, a comunicação eficaz e o reconhecimento da subjetividade do indivíduo são elementos essenciais para o estabelecimento de vínculos saudáveis. A teoria orientou a interpretação do assunto, ressaltando a necessidade de práticas que valorizem a dimensão subjetiva do pai e do filho, reconhecendo o cuidado como uma construção relacional e afetiva, e não apenas uma atividade técnica ou funcional.
Como base para sustentação da reflexão foi realizada uma revisão narrativa de literatura priorizando artigos científicos originais, revisões e documentos técnicos, que abordassem a temática do uso de bonecos antropomórficos ou brinquedos realistas como instrumentos para promoção do afeto, cuidado e vínculo.
Além da Teoria das Relações Humanas, a presente reflexão teórica fundamenta-se em importantes Teorias de Enfermagem que possibilitam ampliar a compreensão sobre a construção do vínculo, do afeto e do cuidado paterno por meio da manipulação do boneco reborn. Foram mobilizadas, de forma complementar, as seguintes teorias: a Teoria das Relações Interpessoais, de Hildegard Peplau, que considera o cuidado como um processo interpessoal de crescimento mútuo; a Teoria da Adaptação, de Callista Roy, que interpreta a paternidade como um processo de adaptação biopsicossocial a novos papéis; a Teoria do Autocuidado, de Dorothea Orem, que destaca o desenvolvimento da autonomia e responsabilidade no cuidado de si e do outro; e a Teoria do Cuidado Humano, de Jean Watson, que valoriza a dimensão transpessoal do cuidado, centrada na empatia, na presença autêntica e na conexão afetiva.
Embora os contextos terapêuticos descritos envolvam populações específicas e não devam ser automaticamente extrapolados a todas as situações de cuidado, esses achados reforçam a necessidade de análise crítica, individualizada e fundamentada de cada caso clínico, com ênfase na escuta qualificada e no julgamento ético. O cuidado de Enfermagem deve seguir critérios técnicos e clínicos, sempre centrado na pessoa e em suas necessidades reais de saúde.
Por tratar-se de um estudo teórico-reflexivo, baseado exclusivamente em fontes secundárias, não houve necessidade de submissão ao Comitê de Ética em Pesquisa. Contudo, o estudo observou os princípios da ética acadêmica, garantindo a adequada citação e respeito aos direitos autorais dos autores consultados.
RESULTADOS E DISCUSSÃO
Reflexões de ordem psicanalítica, problematizam o uso contemporâneo das bonecos reborn enquanto expressões simbólicas de substituição, projeção e gozo parental, colocando em debate o risco de objetificação do sujeito infantil e a transformação da figura do bebê em uma extensão de fantasmas inconscientes do adulto. A utilização desses recursos deve estar ancorada em avaliação clínica qualificada e em plano terapêutico traçado a partir do Processo de Enfermagem.1-4
Segundo Peplau, o processo interpessoal se desenvolve em fases que incluem a orientação, a identificação, a exploração e a resolução.18 Na manipulação do boneco reborn, essas etapas podem ser vivenciadas simbolicamente: a orientação ocorre quando o pai é introduzido ao boneco e às orientações para seu cuidado;11,14,19 a identificação, quando o pai começa a reconhecer suas próprias emoções e papéis parentais enquanto interage com o boneco;19,21 a exploração, que consiste no exercício prático do cuidado e na experimentação das habilidades paternas;14 e a resolução, momento em que o pai internaliza o aprendizado, desenvolve segurança e fortalece o vínculo afetivo com o filho real.11,21
A Educação em saúde que incorpora o boneco reborn, ancorada na teoria de Peplau, não apenas oferece um suporte técnico para o cuidado, mas também valoriza a dimensão subjetiva do pai, estimulando o reconhecimento das suas emoções, dúvidas e necessidades. Essa abordagem favorece a criação de um espaço terapêutico, mesmo que não formal, onde o pai pode estabelecer uma relação interpessoal consigo mesmo e com a figura do bebê, o que facilita o desenvolvimento do afeto e da responsabilidade paterna. Dessa forma, a Teoria das Relações Interpessoais oferece um referencial teórico sólido para compreender como a manipulação do boneco reborn na educação em saúde pode ser uma estratégia eficaz para estimular o vínculo, o afeto e o cuidado paterno.11,14,21
A Teoria da Adaptação, desenvolvida pela Enfermeira e teórica Callista Roy, é um referencial conceitual amplamente utilizado na Enfermagem para compreender como os indivíduos respondem às mudanças e desafios em seu ambiente, buscando manter a integridade física e emocional.19
A teoria identifica quatro modos adaptativos principais: fisiológico, autoconceito, papel funcional e interdependência.19 Na manipulação do boneco reborn, o modo fisiológico pode ser simbolicamente ativado quando o pai aprende e pratica cuidados básicos de alimentação, higiene e conforto, promovendo respostas corporais e emocionais que favorecem a segurança e a competência no cuidado.12,20 O modo do autoconceito é estimulado à medida que o pai constrói sua identidade paterna, desenvolvendo autoestima e confiança para enfrentar os desafios da nova função.15,19 O modo papel funcional está diretamente relacionado à aceitação e ao desempenho do papel social de pai, o que se fortalece com a prática e o aprendizado proporcionados pela interação com o boneco.12,21
Assim, a Teoria da Adaptação de Callista Roy oferece suporte teórico para explicar como a manipulação do boneco reborn na educação em saúde pode facilitar a construção do vínculo, do afeto e do cuidado dos filhos, por meio do estímulo às respostas adaptativas dos pais em múltiplos níveis. Gerando assim uma permanente troca de informações, respostas que constituem reações que demonstram efetividade diante dos estímulos que chegam aos indivíduos no caso os pais, oriundos do seu meio interno ou externo.12,15,21
No âmbito da paternidade, essa teoria oferece um referencial fundamental para entender como a construção do vínculo, do afeto e do cuidado pode ser estimulada a partir de práticas educativas que valorizem a interação humana e a expressão das necessidades emocionais.20 A manipulação do boneco reborn emerge como uma ferramenta pedagógica capaz de promover esse processo, ao permitir que futuros pais exerçam o cuidado, expressem sentimentos e desenvolvam habilidades parentais num ambiente seguro e acolhedor.11,14,15
Peplau destaca que a relação interpessoal ocorre em fases: orientação, identificação, exploração e resolução20, que podem ser vivenciadas simbolicamente na interação com o boneco reborn. Na fase de orientação, o pai é apresentado ao boneco e ao papel de cuidador, recebendo suporte para compreender suas dúvidas e ansiedades. Na identificação, ele começa a reconhecer suas emoções e a se perceber no papel paterno. Durante a exploração, há a experimentação prática do cuidado e a manifestação do afeto na manipulação do boneco. Finalmente, na resolução, o pai internaliza os aprendizados, desenvolvendo segurança e fortalecendo o vínculo afetivo com seu filho real.11,14,15
Além disso, a teoria humanística ressalta o papel do enfermeiro como facilitador desta relação, promovendo um ambiente de confiança e diálogo aberto, que auxilia o pai a superar medos e inseguranças, preparando-o para a vivência da paternidade com mais autonomia e sensibilidade. O boneco reborn, nesse contexto, funciona como um mediador simbólico que potencializa o aprendizado experiencial e o desenvolvimento de competências emocionais e práticas essenciais para o cuidado infantil.11,14
Dessa forma, a Teoria da Enfermagem Humanística de Hildegard Peplau oferece um suporte teórico robusto para fundamentar a utilização do boneco reborn na educação em saúde como estratégia para estimular o vínculo, o afeto e o cuidado paterno.20
A Teoria do Cuidado Humano e do Cuidado Transpessoal, formulada por Jean Watson, destaca a centralidade do cuidado como um fenômeno humano essencial que transcende o ato técnico para incluir dimensões espirituais, emocionais e relacionais. Watson propõe que o cuidado é uma prática ética e moral fundamentada na conexão profunda entre o cuidador e o cuidado, que promove a cura, o bem-estar e o crescimento mútuo.21
No contexto da paternidade, essa teoria oferece uma perspectiva valiosa para entender como o vínculo, o afeto e o cuidado podem ser cultivados a partir de uma abordagem que valorize a dimensão humana e transcendente da relação entre pai e filho. A manipulação do boneco reborn, inserida em práticas de educação em saúde, pode funcionar como um instrumento facilitador dessa experiência, permitindo que os pais desenvolvam não apenas habilidades práticas, mas também uma conexão afetiva profunda e consciente com o papel de cuidar.13,16
Jean Watson enfatiza que o cuidado transpessoal envolve uma presença autêntica e empática, onde o cuidador está verdadeiramente disponível para o outro, reconhecendo sua singularidade e necessidades emocionais.21 No uso do boneco reborn, essa presença pode ser experimentada simbolicamente pelo pai, que é convidado a entrar em contato com seus sentimentos, medos, esperanças e responsabilidades paternas, criando um espaço interno de acolhimento e desenvolvimento emocional.9,10
Além disso, a teoria do cuidado transpessoal destaca a importância da criação de ambientes que promovam a cura e o crescimento emocional.21 Nesse sentido, a educação em saúde que utiliza o boneco reborn cria um espaço seguro e acolhedor, onde o pai pode explorar seu papel sem julgamento, desenvolver competências emocionais e práticas, e fortalecer seu compromisso afetivo e cuidador.
Portanto, a Teoria do Cuidado Humano e do Cuidado Transpessoal de Jean Watson oferece um referencial teórico fundamental para fundamentar o uso do boneco reborn na educação em saúde, ressaltando seu potencial para estimular o vínculo, o afeto e o cuidado paterno a partir de uma perspectiva integradora e humanista, que valoriza o cuidado como experiência transformadora e promotora de saúde integral para a família.21
Teoria do Autocuidado de Dorothea Orem e a construção do vínculo, afeto e cuidado dos filhos através da manipulação do boneco reborn
No contexto da paternidade, a teoria de Orem pode ser aplicada para entender como a educação em saúde, mediada pela manipulação do boneco reborn, contribui para o desenvolvimento das competências paternas no cuidado e na construção do vínculo afetivo com os filhos. Ao manipular o boneco reborn, o futuro pai inicia um processo de aprendizagem ativa, exercitando habilidades práticas essenciais ao cuidado infantil, como alimentação, higiene e conforto, o que fomenta sua autonomia e confiança no papel parental.9,10,23-26
Orem destaca três categorias de autocuidado: o autocuidado universal, o autocuidado relacionado ao desenvolvimento e o autocuidado clínico.22 Além disso, a manipulação do boneco reborn pode oferecer uma oportunidade para o pai desenvolver seu autocuidado emocional, essencial para a construção de um vínculo afetivo saudável, ao reconhecer suas próprias necessidades e emoções durante a interação com o boneco, o pai é estimulado a cuidar de si mesmo para, assim, oferecer um cuidado mais qualificado e afetivo ao filho real.23-26
CONCLUSÃO
O presente estudo refletiu sobre o uso dos bonecos reborn como uma ferramenta potencial para o estímulo do afeto, do vínculo e do cuidado paterno, especialmente em contextos de educação em saúde voltados a pais de primeira viagem, fundamentado em teorias clássicas da Enfermagem. Essa reflexão reforça a importância do cuidado centrado na pessoa e na família como um princípio fundamental da prática de Enfermagem. O estímulo ao cuidado paterno, por meio de estratégias que considerem a dimensão emocional e relacional da paternidade pode contribuir de maneira significativa para a construção de laços afetivos saudáveis, para o fortalecimento da corresponsabilidade no cuidado infantil e para a promoção do bem-estar das crianças e das famílias.
Diante disso, recomenda-se a realização de pesquisas empíricas, qualitativas e quantitativas, que investiguem de forma sistemática o uso do boneco reborn na promoção do cuidado paterno, considerando diferentes contextos socioculturais e avaliando seus impactos emocionais, relacionais e éticos. Para a prática profissional, ressalta-se que a utilização dessa ferramenta deve ocorrer de maneira crítica, individualizada e eticamente orientada, sempre mediada pelo julgamento clínico do Enfermeiro, pela escuta qualificada e pelo respeito à subjetividade paterna, reforçando o compromisso da Enfermagem com práticas inovadoras, humanizadas e centradas na família.
REFERÊNCIAS