CONHECIMENTO DE ACADÊMICOS DA ÁREA DA SAÚDE SOBRE O PROCESSO DE DOAÇÃO DE ÓRGÃOS NO BRASIL

KNOWLEDGE OF HEALTH STUDENTS ABOUT THE ORGAN DONATION PROCESS IN BRAZIL

CONOCIMIENTO DE ESTUDIANTES DE SALUD SOBRE EL PROCESO DE DONACIÓN DE ÓRGANOS EN BRASIL

Tipo de artigo: Artigo Original

                                                     AUTORES

Hida Kassiane Ferraz Mendes

Graduanda em enfermagem pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.Orcid: https://orcid.org/0009-0004-8686-4340 

 hida@discente.ufg.br

Lucas Gabriel Barbosa Silva

Graduando em psicologia pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás.Orcid: https://orcid.org/0009-0006-6025-5365 

Pâmella Cristina dos Santos Silva

Graduanda em enfermagem pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.Orcid: https://orcid.org/0009-0008-3163-4715 

Giovanna Lopes Costa

Graduanda em medicina pelo Centro Universitário de Mineiros, Campus Trindade.Orcid: https://orcid.org/0009-0004-0753-4467

Izabella Maria D’Abadia Silveira Lopes

Graduanda em enfermagem pela Universidade Federal do Tocantins.Orcid: hhttps://orcid.org/0009-0009-9135-5686

Karina Suzuki

Professora efetiva da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.Orcid: https://orcid.org/000-0002-1294-1380

Julio Cesar Soares Barreto

Médico nefrologista do Hospital Estadual Alberto Rassi.Orcid: https://orcid.org/0009-0006-0325-6898

Regiane Apparecida dos Santos Soares Barreto

Professora efetiva da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.

Orcid: https://orcid.org/0000-0003-0680-7588

RESUMO

OBJETIVO: analisar o conhecimento de acadêmicos da área da saúde sobre o processo de doação de órgãos. MÉTODO: estudo observacional, transversal e analítico, aprovado por Comitê de Ética, realizado por formulário online em março de 2025. RESULTADOS: participaram 99 acadêmicos, majoritariamente jovens (18–30 anos). A amostra incluiu estudantes do 3º ano dos cursos de medicina, enfermagem e psicologia, públicos e privados. A maioria nunca estudou e nem participou de eventos sobre o tema. Quase todos foram favoráveis à doação e mais da metade comunicou a família. A maioria reconheceu a proibição do comércio de órgãos no Brasil, a necessidade de informar familiares e que os transplantes ocorrem pelo Sistema Único de Saúde. Houve associação significativa entre ser doador e comunicar a família (p=0,0017). CONCLUSÃO: o conhecimento se mostrou presente, entretanto, o tema é pouco abordado na graduação, evidenciando necessidade de fortalecimento curricular.

DESCRITORES: Conhecimento; Estudantes de Ciências da Saúde; Obtenção de Tecidos e Órgãos; Transplante.

ABSTRACT

OBJECTIVE: To analyze the knowledge of medical, nursing, and psychology students regarding the organ donation process. METHOD: Observational, cross-sectional, and analytical study approved by an Ethics Committee and conducted through an online questionnaire in March 2025. RESULTS: 99 students participated, predominantly young (18–30 years). The sample included students from the medicine, nursing, and psychology programs, from both public and private institutions, mostly in the 3º year. Most had never studied the topic or attended related events. Nevertheless, almost all were in favor of organ donation, and more than half had informed their families. Most recognized the prohibition of organ trade in Brazil, the need to inform family members, and that transplants are performed through the Unified Health System. A significant association was observed between being a donor and informing the family (p=0.0017). CONCLUSION: Knowledge was identified; however, the topic is seldom addressed during undergraduate studies, highlighting the need for curricular strengthening.

DESCRIPTORS: Knowledge; Students, Health Occupations; Procurement of Tissue and Organ Transplantation

RESUMEN

OBJETIVOS: Analizar el conocimiento de estudiantes de Medicina, Enfermería y Psicología sobre el proceso de donación de órganos. MÉTODO: Estudio observacional, transversal y analítico, aprobado por un Comité de Ética y realizado mediante cuestionario en línea en marzo de 2025. RESULTADOS: Participaron 99 estudiantes, predominantemente jóvenes (18–30 años). La muestra incluyó estudiantes de los tres cursos, de instituciones públicas y privadas, con predominio del 3º año. La mayoría nunca había estudiado el tema ni participado en eventos relacionados. A pesar de ello, casi todos se mostraron favorables a la donación y más de la mitad informó a su familia. La mayoría reconoció la prohibición del comercio de órganos en Brasil, la necesidad de avisar a los familiares y que los trasplantes se realizan a través del Sistema Único de Salud. Se observó asociación significativa entre ser donante e informar a la familia (p=0,0017). CONCLUSIÓN: Se identificó conocimiento; sin embargo, el tema es poco abordado en el grado, lo que evidencia la necesidad de un fortalecimiento curricular.

DESCRIPTORES: Conocimiento; Estudiantes de Ciencias de la Salud; Obtención de Tejidos y Órganos; Trasplante.

INTRODUÇÃO

O Brasil, por meio de políticas públicas de saúde, instituiu normativas como o Sistema Nacional de Transplantes e a Equipe Hospitalar de Doação para Transplantes – e-DOT, com o objetivo de ampliar o número de doadores e incentivar uma prática capaz de salvar vidas¹. A eficiência desse processo é fundamental para aumentar os transplantes e reduzir a discrepância entre a lista de espera e órgãos disponíveis².

O sucesso do transplante não depende apenas da organização do sistema, mas também de fatores éticos e emocionais que frequentemente resultam na negativa familiar, um dos principais obstáculos à doação. A manifestação prévia do desejo de ser doador, por meio do diálogo com familiares, pode favorecer a autorização, já que a decisão final depende dos familiares da pessoa falecida³.

Outro fator relevante é a capacitação dos profissionais de saúde quanto à identificação e notificação da morte encefálica (ME), além da abordagem adequada da família, aspectos que influenciam diretamente o aumento de doadores no país⁴. Estudos indicam que graduandos em medicina compreendem o diagnóstico de ME, porém apresentam lacunas sobre as condutas após a confirmação. Embora o médico não atue sozinho no processo de doação, é fundamental que compreenda plenamente o método utilizado⁵. Além disso, a enfermagem e a psicologia desempenham papel importante no consentimento familiar para a doação.

É essencial que o ensino sobre transplantes seja oferecido às diversas formações da área da saúde, contemplando a atuação da equipe multiprofissional para preparar futuros profissionais para lidar com o transplante de órgãos e tecidos. Contudo, os currículos universitários ainda apresentam pouca oferta de conteúdos que abordem essa temática, como relevância, organização do sistema, abordagem às famílias e atuação profissional⁶.

Compreender o nível de conhecimento de estudantes de medicina, psicologia e enfermagem sobre essa temática, possibilitando identificar lacunas na formação de futuros profissionais da saúde se torna essencial.

OBJETIVO

Analisar o conhecimento de acadêmicos da área da saúde a respeito do processo de doação de órgãos no contexto brasileiro.

METODOLOGIA

Estudo observacional, transversal e analítico aplicado por meio de redes sociais a acadêmicos de medicina, enfermagem e psicologia, realizado em março de 2025 por meio de um formulário online.

Os critérios de inclusão foram indivíduos maiores de 18 anos, acadêmicos de um dos 3 cursos citados, residentes na região metropolitana de Goiânia-GO. Todos os participantes assinaram previamente o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE), disponível no início do formulário. O estudo tem aprovação em Comitê de Ética em Pesquisa (CAAE: 6704XXXX.5.XXX.0035).

Os dados foram analisados com estatísticas descritiva e inferencial, na descritiva, foram calculadas: as frequências absolutas (n) e relativas percentuais [f(%)]. Para a realização dos cálculos estatísticos, foi utilizado o software IBM® SPSS® (Statistical Package for the Social Sciences), adotando o nível de significância de 5% (p-valor<0,05) e as variáveis foram comparadas pelo teste do qui-quadrado.

RESULTADOS

Dos 99 acadêmicos participantes, a maioria é jovem de 18 a 30 anos (94,9%), do gênero feminino (81%), católica (41,4%), autodeclarada branca (55,56%). Quanto à distribuição por cursos 31,3% de Enfermagem, 37,3% de Medicina e 31,3% de Psicologia. A natureza da instituição foi 49,49% privada e 50,51% pública. A maioria dos acadêmicos (58,5% e 67,7%) nunca estudou ou participou de evento científico sobre o tema, entretanto, 96,0% são a favor da doação de órgãos (Tabela 1).

Quanto às características sociodemográficas, não foram observadas associações estatisticamente significativas entre ter pensado em ser doador e as variáveis idade (p=0,2734), gênero (p=0,0716), raça (p=1), religião (p=0,3652) e estado civil (p=0,4051).

Da mesma forma, variáveis relacionadas à formação acadêmica, como curso (p=0,8715), ano do curso (p=1) e natureza da instituição de ensino (p=1), não apresentaram associação significativa com o desfecho.

Também não foi observada associação entre ter pensado em ser doador e estudo prévio sobre transplantes (p=0,4782), participação em eventos sobre doação de órgãos (p=0,1729), opinião sobre doação (p=0,2244), conhecimento sobre doação (p=1), conhecimento sobre transplantes pelo SUS (p=1), profissionais responsáveis pelo processo de doação (p=1) e conceito de ME (p=0,6875).

Entretanto, foi identificada associação estatisticamente significativa entre ter conversado com familiares sobre o desejo de ser doador e já ter pensado em ser doador (p=0,0017). Entre os participantes que relataram ter pensado em ser doadores, 67,74% afirmaram já ter conversado com seus familiares sobre o tema, enquanto entre aqueles que não pensaram em ser doadores 100% relataram não ter tido essa conversa.

Tabela 1. Associação sociodemográfica e desejo de doar de órgãos. Goiânia-GO, 2025.

Dados sociodemográficos

Desejo de doar

p-valor

Sim n (%)

Não n (%)

Faixa etária

 

18 a 30 anos

89 (95,70)

5 (83,33)

0.2734

31 a 50 anos

4 (4,30)

1 (16,67)

Gênero

 

 

Feminino

78 (83,87)

3 (50,00)

0.0716

Masculino

15 (16,13)

3 (50,00)

Raça

 

Amarelo

2 (2,15)

0 (0,00)

1.0

Branco

51 (54,84)

4 (66,67)

Pardo

33 (35,48)

2(33,33)

Preto

7 (7,53)

0 (0,00)

Religião

Agnóstico

20 (21,51)

0 (0,0)

0.3652

Católica

38 (40,86)

3 (50,00)

Espírita

9 (9,68)

0 (0,00)

Evangélica

22 (23,66)

2 (33,33)

Umbanda

4 (4,30)

1 (16,67)

Estado civil

Casado (a) ou união estável

6 (6,45)

1 (16,67)

0.405

Divorciado (a)

1 (1,08)

0 (0,00)

Solteiro (a)

86 (92,47)

5 (83,33)

Curso

 

 

Enfermagem

29 (31,18)

2 (33,33)

0.8715

Medicina

34 (36,56)

3 (50,00)

Psicologia

30 (32,26)

1 (16,67)

Ano do curso

Quarto

29 (31,18)

2 (33,33)

1.0

Quinto

11 (11,83)

1 (16,67)

Sexto

8 (8,60)

0 (0,00)

Terceiro

45 (48,39)

3 (50,00)

Natureza da instituição

 

Privada

46 (49,46)

3 (50,00)

1.0

Pública

47 (50,54)

3 (50,00)

Estudo sobre o tema

 

 

Estudei por conta própria

14 (15,05)

0 (0,00)

0.4782

Não

55 (59,14)

3 (50,00)

Sim

24 (25,81)

3 (50,00)

Participação em evento sobre o tema

 

Não

61 (65,59)

6 (100,00)

0.1729

Sim

32 (34,41)

0 (0,00)

Opinião sobre o tema

Não tenho

3 (3,23)

1 (16,67)

0.2244

Sou a favor

90 (96,77)

5 (83,33)

Opinião sobre comércio de órgãos

 

 

É proibido

81 (87,1)

6 (100,0)

1.0

Não sei responder

12 (12,9)

0 (0,0)

O que é preciso para ser doador

 

 

Avisar meus familiares

64 (68,82)

3 (50,00)

0.46

Colocar "Doador de órgãos" na identidade

14 (15,05)

2 (33,33)

 

Fazer um registro no cartório

15 (16,13)

1 (16,67)

Conversa com a família sobre doação

 

 

Não

30 (32,26)

6 (100,00)

0.0017

Sim

63 (67,74)

0 (0,00)

DISCUSSÃO

Os resultados deste estudo demonstram que a maioria dos estudantes considerou a possibilidade de se tornar doador, indicando uma atitude predominantemente favorável. As variáveis sociodemográficas (idade, gênero, raça, religião e estado civil) não apresentaram associação estatisticamente significativa com a intenção de ser doador, sugerindo que esses fatores podem não exercer influência relevante nessa população.

Variáveis relacionadas à formação acadêmica (curso, período de graduação e natureza da instituição de ensino) também não demonstraram associação significativa. Esse resultado pode indicar que, independentemente da área específica dentro das ciências da saúde ou do estágio da formação acadêmica, os estudantes apresentam percepções semelhantes sobre a doação de órgãos.

Outro achado relevante foi a ausência de associação entre ter estudado sobre transplantes ou participado de eventos relacionados ao tema e ter pensado em ser doador. Esse resultado sugere que o conhecimento formal sobre transplantes pode não ser o único fator determinante para a formação da intenção de doação, indicando a possível influência de fatores sociais, culturais ou familiares.

Por outro lado, observou-se associação estatisticamente significativa entre conversar com familiares sobre o desejo de ser doador e ter pensado em ser doador. Esse dado reforça a importância do diálogo familiar no processo de decisão sobre a doação, uma vez que, no Brasil, a autorização para doação após a morte depende do consentimento da família7.

Uma pesquisa feita com estudantes de Medicina e Enfermagem em Pernambuco, demonstrou que apesar da maioria dos estudantes de medicina e enfermagem considerar a possibilidade de ser doadora, mais da metade (51,9%) acreditava que a doação poderia gerar algum efeito danoso, evidenciando falhas no conhecimento sobre o tema entre futuros médicos e enfermeiros8.  

A Lei nº 14.722, de 8 de novembro de 2023, conhecida como Lei Tatiane, instituiu a Política Nacional de Conscientização e Incentivo à Doação e ao Transplante de Órgãos e Tecidos9. Entre os objetivos da lei estão a disseminação de conteúdos que promovam a conscientização dos estudantes e a inclusão de conteúdos teóricos e práticos sobre doação e transplante de órgãos nos cursos da área da saúde.  

Quanto ao conhecimento sobre os requisitos para ser doador no Brasil, a maioria dos estudantes respondeu corretamente que é necessário comunicar à família o desejo de doar; mais de 30% acreditam ser necessário realizar registro em cartório ou em documentos oficiais, assim como num estudo brasileiro com a população geral10.

Pesquisas com profissionais da Atenção Primária à Saúde demonstraram que, embora a maioria seja favorável à doação de órgãos, 39,5% acreditam que pessoas mais ricas têm maiores chances de receber um órgão11. No presente estudo, 12,9% dos estudantes não sabiam que a comercialização de órgãos é proibida no Brasil, tema previsto na Lei nº 9.434/1997 e frequentemente alvo de desinformação7.

Segundo a diretriz de consenso sobre ME, esse diagnóstico corresponde à perda permanente de todas as funções cerebrais, incluindo o tronco encefálico12. A Lei nº 9.434/1997 estabelece que a doação de órgãos deve ser precedida do diagnóstico de ME7. Pesquisas demonstram que estudantes da área da saúde ainda apresentam dificuldades em compreender corretamente essa definição,8. Um estudo realizado com acadêmicos da área da saúde em Pernambuco também identificou falhas no conhecimento teórico, especialmente na diferenciação entre doações em vida e pós-morte13.

Resultados semelhantes foram observados em estudo multicêntrico com estudantes de enfermagem na Itália, no qual o conhecimento sobre doação e transplante de órgãos foi classificado como subótimo14. Esses achados reforçam a necessidade de investimentos na formação dos profissionais da saúde, especialmente no que se refere aos critérios técnicos e éticos envolvidos na doação de órgãos.

É importante destacar que o estudo apresenta limitações, como o baixo número de respostas obtidas. Além disso, por se tratar de estudo transversal, os resultados representam um recorte temporal, não sendo possível avaliar mudanças no conhecimento ao longo da formação. Outro fator relevante é que o questionário online de autopreenchimento pode ter favorecido viés de resposta, com escolhas socialmente desejáveis pelos participantes.

CONCLUSÃO

O estudo demonstrou lacunas de conhecimento no processo de doação e transplante de órgãos e tecidos. A desinformação foi observada principalmente em aspectos básicos, como os requisitos legais para a doação e os profissionais responsáveis pela entrevista familiar. Destaca-se a necessidade de intervenções institucionais e curriculares que fortaleçam a formação dos estudantes da área da saúde sobre o tema.

REFERÊNCIAS:

  1. MoreiraDLS, et al. Política pública de transplante de órgãos no Brasil. Rev Eletrônica Acervo Saúde. 2020;12:e5062:2-7.
  2. Westphal GA, et al. Diretrizes brasileiras para o manejo de potenciais doadores de órgãos em morte encefálica. Rev Bras Ter Intensiva. 2021;33(1):1-11.
  3. Salas P, et al. Características pessoais e familiares associadas à doação de órgãos em adultos chilenos. Rev Med Chile. 2021;149(3):385-392. Disponível em: http://www.scielo.cl/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0034-98872021000300385⁠�
  4. Souza DH, et al. Determinação de morte encefálica, captação e doação de órgãos e tecidos em um hospital de ensino. CuidArte Enferm. 2021;15(1):53-60.
  5. Antonucci AT, et al. Morte encefálica como problema bioético na formação médica. Rev Bioet. 2022;30(2):272-283.
  6. Souza DM, et al. Opiniões de estudantes de saúde sobre a doação de órgãos e tecidos para transplante. Rev Bras Enferm. 2022;75(3):e20210001.
  7. Brasil, LEI Nº 9.434, de 4 de fevereiro de 1997. Brasília; 1997. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l9434.htm.
  8. Miranda LEC, et al. Knowledge, attitudes and willingness to donate organs among medical and nursing students. Rev Bras Educ Med. 2024;48(2). doi:10.1590/1981-5271v48.2-2023-0214.
  9. Brasil, LEI Nº 14.722,  de 8 de novembro de 2023 . Brasília; 2023. Disponível em: https://www.planalto.gov.br/ccivil_03/_ato2023-2026/2023/lei/l14722.htm..
  10. Souza CC, et al. Conhecimento da população brasileira acerca da doação de órgãos e tecidos para transplantes. Rev Eletrônica Acervo Saúde. 2020;56:e4471.
  11. Rocha JPS, et al. Conhecimento e posicionamento dos profissionais da Atenção Primária sobre o processo de doação de órgãos e tecidos. Physis (Rio J). 2025;35(1).
  12. Greer DM, et al. Pediatric and adult brain death/death by neurologic criteria consensus guideline. Neurology. 2023;101(24):1112-1132.
  13. Silva JA, et al. Conhecimento, desejo e atitude de estudantes de medicina e enfermagem sobre doação de órgãos. Rev Bras Educ Med. 2022;46(2):223-232.
  14. Bertocchi L, et al. Knowledge and attitudes toward organ donation and transplantation among nursing students: a multicentre cross-sectional study. Nurs Rep. 2025;15(6):181.al, mas também uma necessidade urgente de saúde pública.

AUTORES

Hida Kassiane Ferraz Mendes

Graduanda em enfermagem pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.

Endereço: Primeira avenida, setor leste universitário, N 354, L 6, Q 55, CEP: 74605-020, Goiânia, GO.

Orcid: https://orcid.org/0009-0004-8686-4340 

Lucas Gabriel Barbosa Silva

Graduando em psicologia pela Faculdade de Educação da Universidade Federal de Goiás.

Endereço: Av padre Wendel, qd XI, LT 31, Setor São José, Goiânia, GO.

Orcid: https://orcid.org/0009-0006-6025-5365 

Pâmella Cristina dos Santos Silva

Graduanda em enfermagem pela Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.

Endereço: Rua 14A, Setor Aeroporto, nº184, CEP: 74070-110, Goiânia, GO.

Orcid: https://orcid.org/0009-0008-3163-4715 

Giovanna Lopes Costa

Graduanda em medicina pelo Centro Universitário de Mineiros, Campus Trindade.

Endereço: Rua D. Stela, Condomínio Portal das Veredas, apt 1202 bl 03, n° 151; CEP: 74650-100, Goiânia-GO.

Orcid: https://orcid.org/0009-0004-0753-4467

Izabella Maria D’Abadia Silveira Lopes

Graduanda em enfermagem pela Universidade Federal do Tocantins.

Endereço: 706 Sul, Alameda 2, número 22. Plano Diretor Sul, Residencial Classic. Cep 77022-372, Palmas-TO.

Orcid: https://orcid.org/0009-0009-9135-5686 

Karina Suzuki

Professora efetiva da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.

Endereço: Rua T-45, 45, Apto. 203B, St. Bueno. CEP: 74210-160, Goiânia-GO.

Orcid: https://orcid.org/000-0002-1294-1380

Julio Cesar Soares Barreto

Médico nefrologista do Hospital Estadual Alberto Rassi.

Endereço: Rua 16A, 627, ap 501, setor aeroporto, CEP: 64075150, Goiânia-GO.

Orcid: https://orcid.org/0009-0006-0325-6898

Regiane Apparecida dos Santos Soares Barreto

Professora efetiva da Faculdade de Enfermagem da Universidade Federal de Goiás.

Endereço: Rua 16A, 627, ap 501, setor aeroporto, CEP: 64075150, Goiânia-GO.

Orcid: https://orcid.org/0000-0003-0680-7588