IMPACTO DAS QUEDAS EM IDOSOS NO PARÁ E SEUS DESFECHOS HOSPITALARES
IMPACT OF FALLS IN OLDER ADULTS IN PARÁ AND ASSOCIATED HOSPITAL OUTCOMES
IMPACTO DE LAS CAÍDAS EN ADULTOS MAYORES EN PARÁ Y SUS DESENLACES HOSPITALARIOS
Antonio Monteiro da Silva Filho
Acadêmico de medicina na Afya Faculdade de Ciências Médicas, Bragança, Pará, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0009-0007-2570-3932
José Emerson Nogueira de Bezerra
Acadêmico de medicina na Afya Faculdade de Ciências Médicas, Bragança, Pará, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0002-5105-7264
Miguel Costa Filho
Acadêmica de medicina na Afya Faculdade de Ciências Médicas, Bragança, Pará, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0009-0008-2756-5892
Diego Simeone
Doutor, Professor na Afya Faculdade de Ciências Médicas, Bragança, Pará, Brasil. ORCID: https://orcid.org/0000-0003-0190-6659
RESUMO
Objetivo: As quedas em idosos representam importante problema de saúde pública devido ao impacto sobre a funcionalidade, a demanda assistencial e as hospitalizações. Método: Este estudo analisou o perfil epidemiológico, a distribuição espacial e os desfechos hospitalares relacionados às quedas em idosos no estado do Pará entre 2015 e 2025. Trata-se de um estudo ecológico, quantitativo e descritivo, realizado com dados secundários do Sistema de Informações Hospitalares do SUS, incluindo internações relacionadas a quedas (CID-10: W00-W19). Resultados: Foram registradas 20.185 internações, com média anual de 1.835 casos e aumento de 124,9% no período analisado. Observou-se predominância do sexo feminino (56,01%) e da população parda (81,58%). As regiões Metropolitana I, Carajás e Baixo Amazonas concentraram mais da metade das internações. Predominaram quedas sem especificação e quedas no mesmo nível. Conclusão: Os achados reforçam a necessidade de estratégias preventivas e fortalecimento da atenção à saúde da pessoa idosa.
DESCRITORES: Idoso; Acidentes por Quedas; Hospitalização.
ABSTRACT
Objective: Falls among older adults represent an important public health problem due to their impact on functionality, healthcare demand, and hospitalizations. Methods: This study analyzed the epidemiological profile, spatial distribution, and hospital outcomes related to falls among older adults in the state of Pará between 2015 and 2025. This ecological, quantitative, and descriptive study used secondary data from the Brazilian Unified Health System Hospital Information System, including hospitalizations related to falls (ICD-10: W00-W19). Results: A total of 20,185 hospitalizations were recorded, with an annual average of 1,835 cases and an increase of 124.9% during the study period. Females (56.01%) and mixed-race individuals (81.58%) predominated. The Metropolitana I, Carajás, and Baixo Amazonas regions accounted for more than half of the hospitalizations. Unspecified falls and same-level falls were the most frequent events. Conclusion: These findings reinforce the need for preventive strategies and strengthened healthcare for older adults.
DESCRIPTORS: Aged; Accidental Falls; Hospitalization.
RESUMEN
Objetivo: Las caídas en adultos mayores representan un importante problema de salud pública debido a su impacto sobre la funcionalidad, la demanda asistencial y las hospitalizaciones. Método: Este estudio analizó el perfil epidemiológico, la distribución espacial y los desenlaces hospitalarios relacionados con las caídas en adultos mayores en el estado de Pará entre 2015 y 2025. Se realizó un estudio ecológico, cuantitativo y descriptivo con datos secundarios del Sistema de Información Hospitalaria del SUS, incluyendo hospitalizaciones relacionadas con caídas (CIE-10: W00-W19). Resultados: Se registraron 20.185 hospitalizaciones, con un promedio anual de 1.835 casos y un aumento del 124,9% durante el período analizado. Predominaron las mujeres (56,01%) y la población mestiza (81,58%). Las regiones Metropolitana I, Carajás y Baixo Amazonas concentraron más de la mitad de las hospitalizaciones. Predominaron las caídas no especificadas y las caídas al mismo nivel. Conclusión: Los hallazgos refuerzan la necesidad de estrategias preventivas y del fortalecimiento de la atención a la salud del adulto mayor.
DESCRIPTORES: Anciano; Accidentes por Caídas; Hospitalización.
INTRODUÇÃO
O envelhecimento populacional constitui uma das principais transformações demográficas e representa um importante desafio para os sistemas de saúde. No Brasil, esse processo ocorre de forma acelerada, impulsionado pela redução das taxas de fecundidade e pelo aumento da expectativa de vida, resultando em crescimento expressivo da população idosa nas últimas décadas(1). Dados do Censo Demográfico de 2022 indicam que a população com 60 anos ou mais alcançou aproximadamente 32,1 milhões de pessoas, correspondendo a 15,6% da população brasileira, com tendência contínua de expansão nas próximas décadas(2).
O envelhecimento está diretamente associado ao aumento da multimorbidade, da fragilidade e das limitações funcionais, ampliando a demanda por cuidados contínuos e pela reorganização das redes de atenção à saúde. Nesse contexto, as quedas em idosos configuram um dos agravos mais relevantes na prática clínica e na saúde pública, por estarem associadas à perda de funcionalidade, fraturas, hospitalizações prolongadas, institucionalização e aumento da mortalidade(3). Além disso, representam importante marcador de vulnerabilidade clínica e funcional, frequentemente relacionado a alterações musculoesqueléticas, neurológicas e sensoriais próprias do envelhecimento, bem como à presença de doenças crônicas e polifarmácia(4).
No Brasil, as quedas estão entre as principais causas de internação hospitalar por causas externas em idosos, gerando elevado impacto econômico e assistencial. Entre 2000 e 2020, foram registradas mais de 1,7 milhão de internações hospitalares relacionadas a quedas em pessoas com 60 anos ou mais no país, com custos superiores a R$ 2,3 bilhões para o Sistema Único de Saúde (SUS)(5). Fraturas de quadril e fêmur proximal destacam-se entre os desfechos mais graves, frequentemente associadas à perda de independência funcional e maior risco de mortalidade, especialmente em idosos frágeis e com múltiplas comorbidades(6).
No estado do Pará, o envelhecimento populacional também apresenta crescimento expressivo. Entre 2010 e 2022, a população idosa passou de aproximadamente 535 mil para 876 mil pessoas, refletindo aumento de cerca de 64% no período(2). Observa-se um aumento de aproximadamente 87,8% nas internações de idosos por quedas entre 2008 e 2018, evidenciando a magnitude desse agravo no contexto regional(7). Dados recentes do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, referência estadual em trauma, também demonstram crescimento expressivo no número de atendimentos relacionados a quedas em idosos, especialmente no ambiente domiciliar(8).
Além das repercussões clínicas, as quedas em idosos possuem importante impacto social e econômico, aumentando a demanda por internações, procedimentos cirúrgicos, reabilitação e cuidados de longa duração. Em regiões como a Amazônia, marcadas por desigualdades estruturais, dificuldades de acesso aos serviços de saúde e concentração dos atendimentos especializados em centros urbanos, os desfechos relacionados às quedas tendem a ser ainda mais críticos. Dessa forma, compreender o perfil epidemiológico das internações por quedas, sua distribuição espacial e os desfechos hospitalares e de mortalidade associados em idosos no estado do Pará, entre 2015 e 2025, torna-se fundamental para subsidiar estratégias de prevenção, fortalecimento da atenção à saúde da pessoa idosa e formulação de políticas públicas voltadas à redução da morbimortalidade e das hospitalizações evitáveis.
MÉTODO
Trata-se de um estudo ecológico, observacional, de natureza quantitativa, com delineamento descritivo, analítico e de séries temporais, desenvolvido a partir de dados secundários obtidos em sistemas oficiais de informação em saúde do Sistema Único de Saúde. Foram utilizados dados do Sistema de Informações Hospitalares do SUS (SIH/SUS) e do Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), ambos disponibilizados pelo Departamento de Informática do SUS (DataSUS). O estudo compreendeu o período de 2015 a 2025 e teve como população indivíduos com idade igual ou superior a 60 anos residentes no estado do Pará.
Foram incluídos os registros de internações hospitalares e óbitos cuja causa estivesse relacionada a acidentes por quedas, conforme os códigos W00 a W19 da Classificação Internacional de Doenças - 10ª Revisão (CID-10). A utilização de dados agregados permitiu analisar o comportamento epidemiológico das quedas na população idosa ao longo do tempo, bem como identificar padrões espaciais e tendências relacionadas às internações e à mortalidade no contexto regional paraense. As unidades de análise do estudo corresponderam às regiões de saúde do estado do Pará, possibilitando a avaliação da distribuição espacial das internações e dos desfechos hospitalares segundo a regionalização da assistência em saúde. Foram analisadas variáveis sociodemográficas e clínicas, incluindo sexo, faixa etária, raça/cor, tipo de queda e tempo de internação.
O estudo utilizou exclusivamente dados secundários, agregados e de domínio público, sem identificação individual dos participantes. Dessa forma, não houve contato direto com seres humanos nem possibilidade de identificação dos indivíduos analisados. A pesquisa seguiu os princípios éticos estabelecidos pela Resolução nº 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde, sendo dispensada de apreciação por Comitê de Ética em Pesquisa.
Os dados coletados foram organizados e sistematizados de acordo com os objetivos do estudo, possibilitando a caracterização epidemiológica das quedas na população idosa do estado do Pará. Foi adotada uma abordagem quantitativa de epidemiologia descritiva, contemplando a análise de variáveis sociodemográficas e clínicas. A análise dos dados foi realizada por meio do cálculo de frequências relativas.
RESULTADOS
Os resultados demonstraram que, entre 2015 e 2025, ocorreram 20.185 internações hospitalares por quedas em idosos no estado do Pará, com média anual de 1.835 casos. Observou-se tendência crescente ao longo da série temporal, passando de 1.292 internações em 2015 para 2.906 em 2025, representando aumento aproximado de 124,9% (Figura 1). A distribuição mensal das internações apresentou comportamento relativamente homogêneo, com discreto aumento nos meses de junho e julho, que registraram as maiores médias anuais de casos (Figura 2).
Em relação ao perfil sociodemográfico, observou-se predominância do sexo feminino, responsável por 56,01% das internações, enquanto os homens corresponderam a 43,99% dos casos. A população parda representou 81,58% dos registros. A faixa etária de 60 a 69 anos concentrou o maior número de internações (38,18%), seguida pelos grupos de 70 a 79 anos (31,86%) e 80 anos ou mais (29,95%). Entretanto, quando a análise foi estratificada por sexo e idade, observou-se predominância feminina nas faixas etárias mais avançadas, especialmente entre idosos com 80 anos ou mais, nos quais as mulheres representaram 66,21% das internações.
Figura 1: Distribuição das internações por quedas em idosos com 60 anos ou mais nas Regionais de Saúde do estado do Pará, no período de 2015 a 2025.
A média de permanência hospitalar manteve-se elevada ao longo do período analisado, variando entre 6,1 e 7,5 dias, com média geral de 6,6 dias. O maior tempo de internação foi observado em 2019, possivelmente relacionado à maior gravidade clínica dos casos, especialmente aqueles envolvendo fraturas de fêmur e necessidade de intervenção cirúrgica. Quanto à distribuição espacial, observou-se concentração das internações em três regiões de saúde: Metropolitana I (30,87%), Carajás (14,94%) e Baixo Amazonas (14,88%), que juntas responderam por mais da metade dos casos registrados no estado. Entre os municípios, destacaram-se Ananindeua, Marabá e Santarém, responsáveis pelos maiores números absolutos de internações.
Para os tipos de quedas, houve predominância da categoria W19 (queda sem especificação), responsável por 49,71% dos registros. Em seguida, destacaram-se as categorias W18 (outras quedas no mesmo nível, 20,55%) e W01 (quedas no mesmo nível por escorregão, tropeção ou passo em falso, 19,07%).
Figura 2: Distribuição das internações por quedas segundo mês relacionadas às causas W00-W19, em idosos com faixa etária de 60 a 80 anos ou mais, no período de 2015 a 2025, no estado do Pará.
DISCUSSÃO
O crescimento das internações por quedas em idosos acompanha o processo de envelhecimento populacional e evidencia o impacto desse agravo sobre os serviços de saúde, especialmente por se tratar de evento frequentemente associado à fragilidade, multimorbidade e limitações funcionais da população idosa. Os achados corroboram estudos nacionais que apontam aumento progressivo das hospitalizações relacionadas a quedas em idosos no Brasil. Stolt et al. identificaram mais de 1,1 milhão de internações e 54 mil óbitos relacionados a quedas em idosos entre 1998 e 2015, destacando tendência crescente das taxas de hospitalização e mortalidade no país(9). O envelhecimento populacional, associado à maior prevalência de doenças crônicas, sarcopenia, alterações do equilíbrio e dependência funcional, contribui diretamente para esse cenário.
Embora a variação sazonal não tenha sido expressiva, o discreto aumento das internações nos meses de junho e julho sugere possível influência de fatores ambientais e comportamentais sobre a ocorrência das quedas, reforçando a necessidade de estratégias preventivas contínuas ao longo do ano. Nesse contexto, ações desenvolvidas na Atenção Primária à Saúde, como avaliação do risco de quedas, incentivo à atividade física, revisão medicamentosa e adequação do ambiente domiciliar, tornam-se fundamentais para redução de hospitalizações evitáveis. A maior frequência de hospitalizações entre mulheres também foi observada em estudos nacionais recentes e pode estar relacionada à maior expectativa de vida feminina, maior prevalência de osteoporose, fragilidade e redução da massa muscular, fatores associados ao aumento do risco de quedas e fraturas(4).
O elevado tempo médio de permanência hospitalar observado no estudo sugere maior gravidade clínica dos casos atendidos, especialmente aqueles relacionados a fraturas e necessidade de intervenção cirúrgica. Idosos hospitalizados por quedas apresentam maior risco de complicações intra-hospitalares, perda funcional e necessidade de reabilitação prolongada, fatores que contribuem diretamente para o aumento do tempo de permanência hospitalar(10). A concentração das internações em poucas regiões de saúde provavelmente reflete maior densidade populacional, maior concentração de serviços hospitalares e melhor capacidade diagnóstica nessas localidades. Além disso, a distribuição desigual dos registros evidencia diferenças estruturais e socioeconômicas entre as regiões do estado, influenciando diretamente o acesso à assistência especializada e a capacidade de notificação dos casos(11).
A predominância de registros classificados como queda sem especificação evidencia fragilidades no preenchimento dos sistemas de informação em saúde, dificultando análises epidemiológicas mais detalhadas e o planejamento de medidas preventivas direcionadas aos principais mecanismos envolvidos. Ainda assim, observou-se predominância de quedas no mesmo nível, geralmente associadas a escorregões, tropeços, alterações da marcha e inadequações ambientais no domicílio, achados semelhantes aos descritos em estudos nacionais recentes(12).
As quedas em idosos representam importante causa de morbidade, incapacidade funcional e hospitalização no contexto do Sistema Único de Saúde. Além do impacto clínico, esses eventos geram elevada demanda assistencial, aumento dos custos hospitalares e maior necessidade de reabilitação e cuidados prolongados(9). Nesse contexto, os achados deste estudo reforçam a necessidade de fortalecimento das políticas públicas voltadas à prevenção de quedas, ampliação das ações de promoção do envelhecimento saudável e qualificação da assistência integral à saúde da pessoa idosa no estado do Pará(13).
CONCLUSÃO
Os resultados deste estudo demonstram que as quedas em idosos representam importante problema de saúde pública no estado do Pará, evidenciado pelo aumento progressivo das internações hospitalares entre 2015 e 2025. Observou-se predominância de internações entre mulheres e maior frequência de quedas no mesmo nível, especialmente relacionadas a escorregões, tropeços e passos em falso. As regiões Metropolitana I, Carajás e Baixo Amazonas concentraram a maior parte das hospitalizações, revelando desigualdades territoriais relacionadas à distribuição dos serviços de saúde e à capacidade assistencial. Além disso, o elevado tempo médio de permanência hospitalar reforça o impacto funcional e clínico das quedas, sobretudo nos casos associados a fraturas. Os achados também evidenciaram fragilidades nos registros hospitalares, especialmente pela elevada frequência de quedas classificadas como não especificadas. Dessa forma, o estudo reforça a necessidade de fortalecimento das ações de prevenção de quedas, promoção do envelhecimento saudável, qualificação da assistência integral à pessoa idosa e aprimoramento dos sistemas de vigilância epidemiológica no estado do Pará.
REFERÊNCIAS
1. Santos AP, et al. Hospitalizations and mortality from femur fractures in older adults in Brazil. Rev Bras Ortop. 2022;57(4):620-628.
2. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Censo Demográfico 2022: população por idade e sexo – resultados do universo. Rio de Janeiro: IBGE; 2023.
3. World Health Organization. Step safely: strategies for preventing and managing falls across the life-course. Geneva: WHO; 2021.
4. Montero-Odasso M, et al. World guidelines for falls prevention and management for older adults: a global initiative. Age Ageing. 2022;51(9).
5. Silveira FJ, et al. Internações e custos hospitalares por quedas em idosos brasileiros. Scientia Medica. 2020;30(1):e36751.
6. Barbosa KL, et al. Fragility, osteoporosis and outcomes after hip fractures in older adults: integrative review. Rev Bras Geriatr Gerontol. 2023;26.
7. Silva Filho AM, Costa CPS. Perfil das internações de idosos vítimas de acidentes por quedas no estado do Pará [trabalho de conclusão de curso]. Belém: Universidade Federal do Pará; 2019.
8. Pará. Secretaria de Estado de Saúde Pública. Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência registra aumento de atendimentos por quedas em idosos no Pará. Belém: SESPA; 2025.
9. Stolt LRO, et al. Hospitalization and mortality due to falls in older adults in Brazil, 1998-2015. Rev Saude Publica. 2020;54:76.
10. Soares FX, Nascimento LDS. Estudo epidemiológico das hospitalizações e óbitos de idosos com fratura de fêmur decorrentes de quedas no Piauí de 2019 a 2023. Arq Catarin Med. 2025.
11. Faria RM, Spode PLC. Envelhecimento populacional, dinâmica regional e desigualdades socioespaciais no Brasil. GEOUSP Espaço e Tempo. 2024;28(3):e221106.
12. Silva MC, et al. Multifactorial risk factors associated with falls in community-dwelling older adults. Rev Bras Enferm. 2021;74(Suppl 2).
13. Brasil. Ministério da Saúde. Política Nacional de Saúde da Pessoa Idosa. Brasília: Ministério da Saúde; 2022.