Percepção de mães acerca da violência obstétrica

Autores

  • Edjane Carneiro da Silva
  • Perla Figueredo Carreiro Soares
  • Josefa Danielma Lopes Ferreira
  • Aline Freire Falcão
  • Alane Barreto de Almeida Leôncio
  • Luanna Silva Braga

DOI:

https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2021v11i69p8403-8414

Palavras-chave:

Mães, Parto humanizado, Violência contra a mulher, Violência

Resumo

Objetivo: Compreender a percepção das mães acerca da violência obstétrica. Método: Pesquisa exploratória, descritiva, com abordagem quali-quantitativa. Realizada em três Unidades de Saúde da Família (USF) localizadas nos municípios de Pilar e Mari no estado da Paraíba, Brasil. A população do estudo foi constituída por todas as mães cadastradas nas USF's, porém, a amostra do estudo foi de 30 participantes. Na coleta de dados foram usados um questionário sócio demográfico e dados relacionados à violência obstétrica. Os resultados foram sintetizados no programa Statistic Package for Social Sciences (SPSS), versão 20.0. Resultados: O estudo apontou práticas rotineiras prejudiciais: teve acompanhante 6,35%, manobra de kristeller 12, 23%, episiotomia 16,53%. Conclusão: A violência no campo da obstétrica precisa ser vencida a cada dia no Brasil e no mundo. Pesquisas como está, são importantes para ampliar o conhecimento e estimular boas práticas no parto.

Biografia do Autor

Edjane Carneiro da Silva

Enfermeira.

Perla Figueredo Carreiro Soares

Mestre em Neurociência Cognitiva e Comportamento. Pós-graduada em enfermagem obstétrica. Chefe do Núcleo de Serviços Diagnósticos/SES/PB.

Josefa Danielma Lopes Ferreira

Enfermeira. Mestra em enfermagem Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba (PPGENF/UFPB). Doutoranda em enfermagem pelo PGGENF/UFPB

Aline Freire Falcão

Enfermeira. Mestre em Educação pela Universidade Federal da Paraíba UFPB

Alane Barreto de Almeida Leôncio

Enfermeira. Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba (PPGENF/UFPB). Especialista em Saúde da Criança pelo Programa de Residência Multiprofissional do Estado da Paraíba.

Luanna Silva Braga

Enfermeira. Mestre em Enfermagem pelo Programa de Pós-Graduação em Enfermagem da Universidade Federal da Paraíba (PPGENF/UFPB).

Referências

Andrade BP, Aggio CM. Violência obstétrica: a dor que cala: Simpósio Gênero e Políticas Públicas, Londrina, 2014. 2. Brasil. Ministério da Saúde. Manual técnico: pré-natal e puerpério. Brasília; 2005. 3. Brasil. Lei n º 10.714 de 13 de agosto de 2003. Autoriza o Poder Executivo a disponibilizar, em âmbito nacional, número telefônico destinado a atender denúncias 2- de violência contra a mulher. 2003. 4. Brasil. Parto e Nascimento domiciliar assistidos por Parteiras Tradicionais. 2006. 5. Belli L. Violência obstétrica: outra forma de violação dos direitos humanos. Revista Latina americana e Rede Caribenha de Bioética. ano 4, v. 1, n. 7, jan.-jun. 2013. 6. Zanardo GLP, Calderón M., Nadai AHR., Habigzang, LF. Violência obstétrica no Brasil: uma revisão narrativa. Psicologia & Sociedade, 29: e155043, 2017. 7. Organização Mundial de Saúde. Assistência ao parto normal: um guia prático. Saúde materna e neonatal. Unidade de maternidade segura. Saúde reprodutiva e da família. Genebra: OMS, 1996. 8. rganização Mundial de Saúde. Maternidade Segura. Assistência ao Parto Normal: um guia prático. Genebra, 2002. Rev. Rene. vai. 11, Número Especial, 201 O. p. 92-98. 9. Fundação Perseu Abramo. Núcleo de Opinião Pública. Gravidez, filhos e violência institucional no parto. ln: Mulheres brasileiras e gênero nos espaços público e privado: pesquisa de opinião pública. São Paulo: Fundação Perseu Abramo, 2010. 10. Brasil. Ministério da Saúde. Atenção humanizada ao abortamento: norma técnica / 2- Ministério da Saúde, 2. ed. - Brasília: Ministério da Saúde 2015. 11. Brasil. Parto, aborto e puerpério. 2001. 12. Câmara MFB, Medeiros M, Barbosa MA. Fatores sócio-culturais que influenciam a alta incidência de cesáreas e os vazios de assistência de enfermagem. Revista Eletrônica de Enfermagem. V 02, n. 01, 2000. 13. Amorim MMR de, Katz L. O papel da episiotomia na obstetrícia moderna. Revista Femina. v.36, p.47-54, 2008. 14. : Teorias, Estratégias e Implicações para Enfermeiros. Saúde das mulheres. NursWomens Health. 2012; v.16, p.21 O. 15. Silva NLS et ai. Dispareunia, dor perineal e cicatrização após episiotomia. Revista de Enfermagem UERJ. v. 21, n. 2, p. 216- 220, 2012. 16. Leal MC. et ai. Nascer no Brasil: inquérito nacional sobre parto e nascimento. Rio de Janeiro: ENSP/Fiocruz, 2012. 17. Carvalho VF de et ai. Práticas prejudiciais ao parto: relato dos trabalhadores de saúde do sul do Brasil. Revista da Rede de Enfermagem do Nordeste-Rev Rene. v. 11, 2012. 18. LM Gomes de. et ai. Violência obstétrica: perspectiva de puérperas atendidas em um hospital universitário no interior de Minas Gerais. Revista Saúde Coletiva Barueri, 2020.

Publicado

2021-10-01 — Atualizado em 2021-11-22

Versões

Como Citar

Silva , E. C. da ., Soares, P. F. C. ., Ferreira , J. D. L. ., Falcão, A. F. ., Leôncio , A. B. de A. ., & Braga, L. S. . (2021). Percepção de mães acerca da violência obstétrica. Saúde Coletiva (Barueri), 11(69), 8403–8414. https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2021v11i69p8403-8414 (Original work published 1º de outubro de 2021)

Edição

Seção

Artigos Cientí­ficos