O Uso da Música Enquanto Recurso Terapêutico para Crianças com TEA
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v16i101p17722-17731Palavras-chave:
Transtorno do espectro autista, Música, Terapia Complementar, Cuidadores, Desenvolvimento infantilResumo
Objetivo: Este estudo analisou a percepção de cuidadoras sobre a contribuição da música no tratamento de crianças com TEA em um programa municipal. Método: Trata-se de pesquisa qualitativa, descritiva e transversal, realizada com nove cuidadoras primárias, por meio de entrevistas semiestruturadas e questionário sociodemográfico, analisados pela técnica de Bardin. Resultados: os resultados mostraram que, embora desconhecessem inicialmente a música como recurso terapêutico, as participantes relataram benefícios no desenvolvimento da comunicação, motricidade e socialização. Entre os desafios, destacaram-se a adaptação insuficiente do ambiente, a necessidade de vínculo com o terapeuta, a continuidade em casa e o tempo limitado de terapia. Conclusão: conclui-se que a música é percebida como recurso relevante, sobretudo na promoção da interação social e comunicativa.
Referências
American Psychiatric Association. Diagnostic and Statistical Manual of Mental Disorders (DSM-5). 5th ed. Washington: APA; 2014.
Xavier M. Transtorno do Espectro Autista: desafios e perspectivas. 2023.
Padilha M. A música como recurso terapêutico. 2008.
Bergold LB, Alvim NAT. A música como recurso terapêutico: um olhar sobre sua utilização em enfermagem. Rev Bras Enferm. 2009;62(4):552-5.
Silva RA. Música, cérebro e emoção: interfaces terapêuticas. 2008.
Sekeff ML. Da música: seu significado e valor. São Paulo: Edusp; 2002.
Saraiva K. O cuidador primário: definições e responsabilidades. 2008.
Franzoi MAH, Martins JT, Ribeiro RP, Bobroff MCC. Musicoterapia: possibilidades terapêuticas no cuidado em saúde. Rev Rene. 2016;17(6):873-80.
Bardin L. Análise de conteúdo. São Paulo: Edições 70; 2016.
Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 466, de 12 de dezembro de 2012. Aprova as diretrizes e normas regulamentadoras de pesquisas envolvendo seres humanos. Brasília, DF: CNS; 2012.
Brasil. Ministério da Saúde. Conselho Nacional de Saúde. Resolução nº 510, de 07 de abril de 2016. Dispõe sobre as normas aplicáveis a pesquisas em Ciências Humanas e Sociais. Brasília, DF: CNS; 2016.
Padilha M. A música como recurso terapêutico. São Paulo: Loyola; 2008.
Freire S. Música e autismo: contribuições terapêuticas. Rio de Janeiro: Wak; 2014.
Reis M, Silva T, Andrade F. Comunicação e interação em crianças com TEA: desafios e perspectivas. Rev Bras Educ Espec. 2016;22(3):345-58.
Pimentel A, Souza D, Rocha L. Musicoterapia e desenvolvimento infantil. Rev Musicoter Bras. 2011;6(2):45-53.
Filho J. Música e cérebro: conexões terapêuticas. São Paulo: Summus; 2019.
Sampaio T, Oliveira R, Lima C. Música, neurociência e emoções: uma revisão. Rev Neurocienc. 2015;23(1):102-9.
Brasil. Lei nº 12.764, de 27 de dezembro de 2012. Institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista. Diário Oficial da União. 2012 dez 27.
Brasil. Ministério da Saúde. Portaria nº 971, de 3 de maio de 2006. Aprova a Política Nacional de Práticas Integrativas e Complementares (PNPIC) no Sistema Único de Saúde. Diário Oficial da União. 2006 mai 4.
Franzoi A, Silva M, Corrêa P. Intervenções musicais e desenvolvimento infantil no TEA. Rev Psicol Saúde. 2016;8(1):55-67.








