Farmácias Vivas e Plantas Medicinais de Interesse Dermatológico no SUS: Inovação Biocultural para a Saúde Coletiva
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v16i101p17760-17767Palavras-chave:
Bioculturalidade, Cerrado, Medicina Tradicional, CosméticosResumo
As Farmácias Vivas representam uma estratégia inovadora no Sistema Único de Saúde (SUS), integrando cultivo, processamento e dispensação de plantas medicinais com ênfase no conhecimento tradicional e especificidades regionais. Este estudo analisou os instrumentos Farmácia Viva e Farmacopeia Popular do Cerrado como subsídios para a consolidação das Políticas Públicas de Plantas Medicinais e Fitoterápicos no Brasil, com foco no potencial dermatológico de espécies do Cerrado. Por meio de pesquisa documental com análise de conteúdo, avaliou-se a implantação dessas iniciativas. Os resultados evidenciam que os Programas de Fitoterapia estão concentrados nas regiões Sul, Sudeste e Nordeste (92% do total), com distribuição desigual no território nacional. No estado de Goiás, identificou-se implantação incipiente, com apenas dois projetos em andamento. Destacou-se o potencial de espécies nativas como algodãozinho e pé-de-perdiz, documentadas na Farmacopeia Popular do Cerrado para tratamento de afecções cutâneas, além de espécies oficializadas no SUS como Aloe vera e Schinus terebinthifolius com comprovada ação dermatológica. A integração entre saberes populares e evidências científicas demonstra ser ferramenta importante para a Saúde coletiva, promovendo autonomia e acesso a cuidados de saúde. Conclui-se que a expansão das Farmácias Vivas e a divulgação da Farmacopeia Popular do Cerrado são fundamentais para a consolidação de política de saúde equitativa e culturalmente apropriada, especialmente para o cuidado de condições dermatológicas prevalentes na Atenção Primária.
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