Conhecimento Sobre Saúde Sexual e Reprodutiva em Jovens Vestibulandos em um Município do Estado de Goiás
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2026v18i111p20686-20705Palavras-chave:
Educação sexual, Gravidez na Adolescência, Infecções Sexualmente Transmissíveis, AnticoncepçãoResumo
Objetivo: avaliar o conhecimento de homens e mulheres pré-vestibulandos sobre saúde sexual e reprodutiva no município de Anápolis (GO). Métodos: Trata-se de um estudo observacional analítico do tipo transversal, realizado em maio a agosto de 2024, com pré-vestibulandos. Realizaram-se análises por estatística descritiva e associação com o teste G. Adotou-se o nível de significância de 5%. Resultados: Participaram do estudo 90 estudantes, sendo a maioria mulheres (64,4%), na faixa etária entre 18 a 21 anos (88,9%), com origem de escolas públicas (52,0%), católicos (44,4%) e sexualmente ativos (57,8%). Quanto à qualidade do diálogo no ambiente familiar, homens (46,8%) e mulheres (51,7%) relataram que este foi considerado bom (p = 0,824). Em relação aos conhecimentos sobre infecções sexualmente transmissíveis (ISTs), os estudantes foram questionados sobre a possibilidade de a pílula do dia seguinte ser considerada um método anticoncepcional, verificando-se que a maioria dos homens (65,6%) respondeu de forma incorreta, enquanto a maioria das mulheres (58,6%) respondeu corretamente (p = 0,046). No que se refere aos cuidados com a própria saúde, observou-se maior proporção de mulheres (78,1%) que relataram ter sido imunizadas contra o HPV, em comparação aos homens (21,9%) (p = 0,0001). E quanto à vida sexual, constatou-se que a maioria dos homens (75,0%) já havia iniciado a vida sexual, enquanto a maioria das mulheres (51,7%) relataram não ter iniciado (p= 0,023). Conclusões: O conhecimento dos pré-vestibulandos mostrou-se bom, mas foi evidenciado desinformação e lacunas sobre a temática relacionados à educação sexual e reprodutiva, o que pode acarretar riscos à saúde desses jovens.
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