Diagnóstico Situacional de Comitês Municipais de Equidade: Um Relato de Experiência do Projeto Pet-saúde Equidade
DOI:
https://doi.org/10.36489/saudecoletiva.2025v16i101p17408-17421Palavras-chave:
Equidade em Saúde, Planejamento Estratégico Situacional, Participação Social, Sistema Único de Saúde, Políticas PúblicasResumo
Este artigo apresenta um relato de experiência sobre a realização de um diagnóstico situacional dos Comitês Municipais de Equidade (CME) na microrregião de Governador Valadares, Minas Gerais, no âmbito do Programa PET-Saúde: Equidade. Para a análise, utilizou-se o Planejamento Estratégico Situacional (PES), com enfoque no Momento I – Explicativo. Foram realizadas entrevistas com gestores municipais de saúde e coordenadores da Atenção Primária à Saúde, além da análise documental de normativas e registros formais dos CMEs. Os resultados indicaram a ausência de regulamentação formal, o desconhecimento do conceito de equidade por parte dos gestores e a baixa participação social nos processos decisórios. Apenas quatro dos seis municípios forneceram registros documentais, evidenciando a falta de sistematização das atividades dos CMEs. A experiência demonstrou a relevância da articulação entre ensino, serviço e comunidade para fortalecer políticas públicas voltadas à equidade em saúde. Conclui-se que a institucionalização dos CMEs, aliada à capacitação contínua dos gestores e ao incentivo à participação social, são estratégias fundamentais para a consolidação da equidade no Sistema Único de Saúde (SUS).
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