CEJAM destaca importância da vacinação, um ato simples que previne doenças e salva vidas

Imunizações contra algumas doenças apresentam queda no Brasil em 2021, segundo Unicef

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que, anualmente, as vacinas salvam mais de 3 milhões de vidas ao redor do mundo. A imunização é a forma mais eficaz de combater diversas doenças, preparando o organismo contra vírus e bactérias causadores de infecções.

Criado pelo Ministério da Saúde, o Dia Nacional da Imunização, lembrado em 9 de junho, tem como principal objetivo conscientizar a população sobre a importância de manter ativa a vacinação contra as principais doenças, como sarampo, caxumba, rubéola, tétano, gripe e Covid-19, além de varíola e poliomielite — ambas erradicadas graças à eficácia dos imunobiológicos.

Conforme a infectologista Rebecca Saad, coordenadora do SCIH (Serviço de Controle de Infecção Hospitalar) do CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim”, a vacinação é a forma mais eficaz e segura de se adquirir proteção contra doenças infecciosas.

“Graças a ela, os riscos de adoecimento ou de manifestações graves, que podem levar à internação e até mesmo ao óbito, diminuem consideravelmente. A vacinação protege não apenas quem é vacinado, mas também quem não desenvolve imunidade”, ressalta a especialista.

De acordo com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (Unicef), a cobertura da vacinação contra a poliomielite no Brasil, por exemplo, caiu de 84,2% em 2019 para 67,7%, em 2021. Ou seja, três em cada dez crianças não receberam a vacina. Ainda segundo a Unicef, a vacinação contra sarampo, caxumba e rubéola em crianças brasileiras também caiu de 93,1% em 2019 para 71,49% em 2021.

Quanto mais pessoas de uma comunidade estão imunizadas e protegidas, menores são as chances de uma doença se propagar. “Atualmente, o problema mais perigoso para a saúde humana é a desinformação e as fakes news, que levam muitos a não se vacinarem”, reitera Dra. Rebecca.

A médica explica que toda vacina licenciada para uso no Brasil passou por diversas fases de avaliação, desde os processos iniciais de desenvolvimento até a produção e a fase final, que é a aplicação, garantindo, assim, sua segurança. Além disso, elas são avaliadas e aprovadas por institutos reguladores rígidos e independentes.

Calendário Nacional de Vacinação
 
Por meio do Programa Nacional de Imunizações (PNI), o Ministério da Saúde oferece mais de 20 vacinas a crianças, adolescentes, adultos, idosos e gestantes, conforme o Calendário Nacional de Vacinação. Ao todo, o programa conta com 48 imunobiológicos (vacinas, imunobiológicos especiais, soros e imunoglobulinas).

O Brasil possui mais de 38 mil salas de vacinação localizadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e a imunização pode ser feita de forma gratuita. Para isso, basta comparecer a um posto de saúde com o cartão de vacinação em mãos.

“É importante procurarmos saber quais as vacinas disponíveis para a nossa faixa etária. E os pais e responsáveis devem fazer o mesmo com suas crianças, reforçando a cultura da vacina que tornou o Brasil referência mundial em imunização. Vacinar é um ato de amor”, enfatiza Dra. Rebecca.

Atualmente, as principais campanhas de vacinação do Brasil são contra a Covid-19 e contra a Influenza, esta última já em sua segunda etapa, tendo imunizado apenas 44% do público destinado.

Confira abaixo a lista de pessoas que já podem tomar a dose e, caso se enquadre, não deixe de procurar um posto. Para as demais vacinas, acesse o Calendário Nacional de Vacinação.

• Crianças de 6 meses a menores de 5 anos de idade (4 anos, 11 meses e 29 dias);

• Gestantes e puérperas;

• Povos indígenas;

• Professores;

• Pessoas com comorbidades;

• Pessoas com deficiência permanente;

• Forças de segurança e salvamento e Forças Armadas;

• Caminhoneiros e trabalhadores de transporte coletivo rodoviário de passageiros urbano e de longo curso;

• Trabalhadores portuários;

• Funcionários do sistema prisional;

• Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos, sob medidas socioeducativas;

• População privada de liberdade.

Sobre o CEJAM

O CEJAM – Centro de Estudos e Pesquisas “Dr. João Amorim” é uma entidade filantrópica e sem fins lucrativos. Fundada em 1991, a Instituição atua em parceria com prefeituras locais, nas regiões onde atua, ou com o Governo do Estado, no gerenciamento de serviços e programas de saúde nos municípios de São Paulo, Rio de Janeiro, Mogi das Cruzes, Itu, Osasco, Campinas, Carapicuíba, Franco da Rocha, Guarulhos, Santos, São Roque, Francisco Morato, Ferraz de Vasconcelos, Peruíbe e Itapevi.

Com a missão de ser instrumento transformador da vida das pessoas por meio de ações de promoção, prevenção e assistência à saúde, o CEJAM é considerado uma Instituição de excelência no apoio ao Sistema Único de Saúde (SUS). O seu nome é uma homenagem ao Dr. João Amorim, médico obstetra e um dos fundadores da Instituição.

Por: Máquina CW / Foto Ilustrativa: Freepik

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